Após emagrecimento acelerado com uso de canetas emagrecedoras, Jojo Todynho busca tratamento para recuperar a qualidade da pele e o contorno corporal
CO Assessoria/Divulgação
Após emagrecimento acelerado com uso de canetas emagrecedoras, Jojo Todynho busca tratamento para recuperar a qualidade da pele e o contorno corporal

O uso de medicamentos voltados à perda de peso tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela busca por resultados mais rápidos. No entanto, junto à redução acelerada de medidas, outro efeito tem chamado a atenção: alterações na qualidade da pele.

De acordo com especialistas, a diminuição brusca de gordura corporal pode comprometer a sustentação natural do tecido, favorecendo flacidez e perda de elasticidade em diferentes regiões do corpo.

Segundo o médico Roberto Chacur, o principal fator por trás dessas mudanças está na velocidade do emagrecimento.

“O problema não é o medicamento, mas a velocidade com que o corpo perde gordura sem dar tempo para a pele se reorganizar”, afirma.

Ele explica que a gordura exerce também uma função estrutural, ajudando a manter a firmeza da pele. Quando essa camada diminui rapidamente, o organismo não consegue se adaptar no mesmo ritmo.

“A gordura não é apenas um acúmulo, ela também exerce função estrutural. Quando essa camada diminui de forma rápida, a pele perde suporte e não consegue se adaptar na mesma velocidade”, diz.

O processo envolve diretamente o colágeno, proteína responsável pela sustentação da pele. Com mudanças rápidas no volume corporal, as fibras têm dificuldade de se reorganizar, o que compromete a capacidade de retração.

“A pele tem um limite biológico. Quando esse limite é ultrapassado, ela não volta para o lugar com a mesma qualidade”, explica.

No rosto, os efeitos tendem a ser ainda mais perceptíveis. A perda de gordura pode alterar contornos e acentuar sinais associados ao envelhecimento, como aspecto mais cansado ou menos preenchido.

Diante desse cenário, o cuidado com a pele passa a exigir estratégias que vão além de tratamentos superficiais. Segundo o especialista, abordagens que estimulam a produção de colágeno e atuam na estrutura do tecido têm ganhado espaço.

“Não é uma questão de preencher ou devolver volume. O foco é reorganizar o tecido, estimular colágeno e recuperar a qualidade da pele de dentro para fora”, afirma.

Para ele, compreender o funcionamento do corpo é essencial para resultados mais equilibrados.

“Quando você trata apenas o efeito, o resultado é limitado. Mas quando entende o que está acontecendo com a estrutura da pele, o tratamento passa a ser mais preciso e mais natural”, diz.

O médico reforça que a perda de peso, por si só, não resolve  todas as questões relacionadas à aparência.

“O corpo muda rápido, mas a pele não acompanha no mesmo ritmo. E é exatamente aí que começa o problema que muita gente só percebe depois”, conclui.

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