
O aumento no número de diagnósticos de câncer no Brasil reforça a importância de estratégias voltadas à prevenção e ao acompanhamento médico.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam para cerca de 781 mil novos casos por ano até 2028, cenário que acende o alerta para a necessidade de diagnóstico precoce.
Especialistas destacam que muitos tipos da doença podem ser evitados ou identificados ainda nas fases iniciais, o que amplia significativamente as chances de tratamento eficaz.
“Falar sobre prevenção é, antes de tudo, falar sobre qualidade de vida. Muitos cânceres têm evolução silenciosa, o que torna os exames periódicos indispensáveis”, afirma o cirurgião oncológico e mastologista Dr. Caetano.
Entre os exemplos está o câncer de colo do útero, frequentemente associado ao HPV. Como o vírus pode não apresentar sintomas, o acompanhamento regular se torna essencial.
“Muitas pessoas não sabem que estão com o HPV, principal causa da doença, porque o vírus pode não apresentar sintomas. Ainda assim, ele pode provocar alterações celulares importantes ao longo do tempo”, explica o especialista. A prevenção, segundo ele, inclui vacinação, exames como o Papanicolau e acesso à informação.
No caso do câncer de mama, o diagnóstico tem ocorrido cada vez mais cedo.
“Cada vez mais observamos diagnósticos em pacientes com menos de 40 anos, muitas vezes porque os sinais iniciais são sutis ou ignorados. Por isso, conhecer o próprio corpo e manter os exames em dia faz toda a diferença”, afirma.
A mamografia segue como principal ferramenta para identificar alterações, inclusive em mulheres sem histórico familiar.
O médico também esclarece que próteses de silicone não impedem a realização de exames.
“Os métodos são adaptados para garantir imagens seguras e precisas, sem comprometer a avaliação”, diz. Já sintomas como dor nas mamas nem sempre estão ligados à doença, mas devem ser investigados.
Outro ponto de atenção é o câncer de pele, com crescimento entre homens. A dermatologista Dra. Débora Cardial aponta que fatores comportamentais influenciam esse cenário.
“Os homens tendem a adiar a busca por atendimento médico e, muitas vezes, negligenciam o uso de proteção solar. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele tem altas chances de cura”, afirma.
Além dos exames, hábitos saudáveis também fazem diferença na prevenção, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo.
“Prevenir é sempre o melhor caminho. Quando o paciente entende seu corpo e tem acesso à informação confiável, ele se torna protagonista da própria saúde”, concluem os especialistas.