Médica vítima de ex-namorado cobre tatuagens do agressor
Reprodução/Instagram/@samiramkhouri
Médica vítima de ex-namorado cobre tatuagens do agressor

A médica Samira Mendes Khouri, de 27 anos, está em  processo de recuperação física e emocional após ter sido vítima de uma agressão brutal pelo ex-namorado, em julho deste ano. Para lidar com o trauma, a jovem decidiu cobrir tatuagens que havia feito em homenagem ao agressor, que ela hoje descreve como um “monstro”.


*Esta matéria aborda violência doméstica, agressão física grave e trauma psicológico, podendo ser sensível para pessoas que já passaram por situações similares.

O relacionamento entre os dois durou cerca de dois anos, marcado pelo controle excessivo e pelo ciúme. Samira tinha tatuagens com o nome dele e um beijo no antebraço, que foram feitas sob imposição do namorado, como uma suposta “prova de amor”. 

A decisão de cobrir os desenhos surgiu com a ansiedade que sentia sempre que via as tatuagens . O novo projeto, que transformou os símbolos ligados ao ex em uma borboleta cercada de flores, foi realizado gratuitamente por uma tatuadora. 

Antes e depois das tatuagens da Samira
Reprodução/Instagram/@samiramkhouri
Antes e depois das tatuagens da Samira


Histórico de controle e medo

Segundo Samira, mesmo antes das agressões físicas, a relação era marcada pelo medo constante devido ao ciúme do ex. Ele chegava a socar paredes, o volante do carro e demonstrava hostilidade em relação a outros homens que olhassem para ela . A jovem relata que atividades simples, como ir à academia ou sair para um bar, eram condicionadas à aprovação dele. 

A médica admite que, na época, interpretava o comportamento agressivo do ex como um traço normal de masculinidade, desconhecendo que a violência psicológica também é uma forma de abuso.

O ataque e a recuperação

O episódio de violência física ocorreu em Moema, na capital paulista, e durou cerca de seis minutos . O agressor deixou a vítima com múltiplas fraturas e lesões graves no rosto, nariz, arcada dentária e seios da face. A intervenção de vizinhos, que acionaram a Polícia Militar, foi crucial para salvar sua vida. 

Após permanecer dias na UTI e passar por diversas cirurgias, a médica segue em recuperação no interior de São Paulo , junto à família, enfrentando o trauma deixado pelo ataque.

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