A moda ultrapassa o simples ato de acompanhar tendências. Para uns, é memória afetiva; para outros, uma poderosa forma de expressão. Entre tecidos, recortes e estilos, cada peça pode traduzir histórias pessoais e identidades.
Nesta semana, o lançamento da coleção Primavera Verão .BR da Renner, no Edifício Pietro Maria Bardi, nova ala do MASP, em São Paulo, reuniu nomes conhecidos e cheios de personalidade. Ao iG Delas, Taís Araújo, Brunna Gonçalves e Shantal compartilharam como a moda marcou suas trajetórias, da adolescência repleta de descobertas às mudanças que chegaram com a maternidade.
“ Sustentabilidade. Cada vez mais. A gente tem que reciclar o que a gente tem. Óbvio que as tendências vão e vêm e não dá para viver só disso. É preciso misturar com o que já existe, aproveitar peças que já temos”, destacou Taís Araújo, ressaltando a importância do consumo consciente.
Ela lembrou ainda que a moda a acolheu em um momento crucial:
“Comecei como modelo aos 13 anos e, enquanto passava por uma adolescência árida de romance, a moda me dizia o tempo inteiro: ‘olha, você existe, você é bonita, a gente gosta de você’. Foi o primeiro universo a me reconhecer.”
Já Brunna Gonçalves trouxe à tona sua paixão de longa data: “Sempre gostei de cortar calça jeans, usar as roupas da minha mãe, montar meus looks de dança... moda sempre volta, não é?”.
Para ela, estilo também acompanha as fases da vida: “Depois que fui mãe, mudei completamente. Agora estou mais na alfaiataria, naquela coisa mais chic, mais mãe”. E deixou escapar um desejo: “Uma collab com alguma marca está no meu check list. Vamos profetizar!”.
Quem também falou sobre essa relação íntima foi Shantal, que praticamente nasceu cercada pela moda. “Minha mãe é designer e tinha loja de acessórios, então cresci vendo ela criar peças que viravam identidade para outras pessoas. Meu pai também é superestiloso. Sempre vivi esse ambiente”.
Ela lembra ainda como desde cedo expressava sua autenticidade. "Sempre tive uma pegada masculina de me vestir. Lembro que na escola diziam: ‘pô, você está usando uma calça masculina’. Mas eu nunca liguei, porque era confortável ser eu mesma. Não sei o que é viver sem moda”.
Entre sustentabilidade, maternidade e identidade, as famosas destacaram que a moda vai além das tendências: é memória, linguagem e também uma maneira de afirmar quem se é no mundo.