Julia Gama, Miss Brasil 2020
Reprodução/Instagram
Julia Gama, Miss Brasil 2020

Depois da  Miss Brasil 2020, Julia Gama, declarar nas redes sociais e entrevista que ela e a organização do Miss Universo têm divergências políticas - "eles são declaradamente bolsonaristas, e eu não" -, surge outra versão contada por terceiros. Dimas Ribeiro, assessor comercial da estilista Daniela Setogutti (responsável pelos vestidos da premiação), disse ao colunista  Leo Dias que Julia pediu que sua peça fosse superfaturada.

O assessor conta que o primeiro contato com a modelo foi em 2020 e, desde o primeiro momento, "ela se mostrou incisiva e sempre quis passar por cima da organização do Miss Universo Brasil". Com prints de troca de mensagens por whatsapp, o assessor fala para Julia que eles passaram para a organização o valor de R$ 50 mil. A modelo diz que vai conversar com os organizadores que somente o valor do material para confeccionar o vestido vai custar entre R$ 50 e R$ 65 mil. Dimas questiona se a organização não vai achar o valor muito alto e ela diz que se ganhar o Miss Universo, eles vão comprar.

Em outro print, Julia pede para que o vestido seja alinhado com ela, "pois esta é a parte mais importante de todas. E ninguém deles se importa tanto quanto eu com o Miss Universo." Depois disso, existem prints de um e-mail assinado por Dimas relatando que após estes ocorridos, Julia repostou um storie com outro estilista, deixando a dúvida para a equipe do estilista.  A seguir, Dimas alega que Julia pediu que o vestido fosse entregado para sua mãe, sem passar pela organização do concurso. Entretanto, ele fala que a equipe da estilista fez outro combinado com a organização.

Ele termina dizendo que, em novembro, Julia entrou em contato com Daniela e solicitou as passagens para fazer a primeira prova do vestido em dezembro, afirmando que a organização "não se preocupava com ela" e que gostaria de alinhar isso "em particular" com a estilista. Dimas finaliza pedindo desrição para que exista um bom relacionamento com a Miss Universo Brasil durante as provas, mas que não compactuam com as atitudes citadas. 

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Martina Brandt da organização do concurso responde em 9 de dezembro, agradecendo pela transperência e por deixar a par da situação, pedindo desculpa pelo desconforto. 

Procurada antes da publicação que a acusa de golpe, Julia Gama afirmou não ter o que falar sobre o ocorrido. “Nunca cobrei um vestido do concurso. Não tenho o que falar sobre isso”. Depois da publicação, a miss  disse que vai tomar as medidas judiciais cabíveis contra a acusação de golpe.

“Diante da nota que vocês publicaram hoje, com acusações sem fundamentos e caluniosas feitas pela assessoria comercial da estilista Daniela Setogutti, ratifico o que já disse e declaro que também já acionei meu jurídico que irá tomar as medidas cabíveis”. 

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