Lurdes e Jéssica têm uma ótima relação
TV Globo / Divulgação
Lurdes e Jéssica têm uma ótima relação


A novela “Amor de Mãe”  voltou ao ar nesta última segunda-feira (15) e a intuição de Lurdes continua impressionando os telespectadores. Além de ter muita fé de que seu filho esteja vivo, a personagem ainda alerta Magno, Jéssica, Érica e Ryan sobre diversas coisas da vida.

Assim como na novela, muitas pessoas na "vida real" contam histórias em que a intuição de suas mães mostrou ser verdadeira. A estudante de Jornalismo Nathália Lopes, 21 anos, conta que foi alertada pela mãe diversas vezes sobre duas pessoas que acabaram se tornando ex-amigas. 


"Ela sempre falava: 'Nathália, cuidado, elas não são suas amigas'. Eu sempre achei que estava arrasando, sendo BFF delas. Eu ia na casa delas, elas iam na minha casa. Minha mãe tolerava, mas sabia que eram falsas. Um belo dia, eu estava conversando com elas e falei que estava gostando de um menino. No mesmo dia, uma delas foi e ficou com o menino. Minha mãe sempre me avisou e eu nunca dei bola", diz. 


Marcelle*, 20 anos, estudante de Administração, diz que também sempre é alertada pela mãe, como numa vez em que a amizade terminou com um B.O. (boletim de ocorrência) registrado na polícia.

"Fiz amizade com essa menina na sétima série, éramos adolescentes, tínhamos os mesmos gostos. Sempre que eu falava algo dela para a minha mãe, ela me alertava e dizia que a garota tinha um jeito meio estranho". A estudante conta que a ruptura veio depois que essa amiga terminou o namoro com um rapaz que era seu amigo de infância. "Eles desfizeram o namoro e ela falava bem mal dele. Eu falei que não pegaria lado, porque os dois eram meus amigos”, lembra. 

Aos poucos, Marcelle percebeu que a amiga se afastou e começou a falar mal dela para todos, desde os alunos até a coordenação da escola. “Chegou em um nível que ela fez o valentão da minha sala ameaçar de riscar o carro da minha mãe. Minha mãe falou: 'Eu te avisei, falei que ela era falsa, falava mal de você'. A minha mãe fez um BO na polícia", completa.


Algumas mães parecem ainda ter poder de sonhar com as situações, como conta a fisioterapeuta Tabatta Ventura, de 41 anos. “Toda vez que a minha falou sobre amizades e namoro, era verdade. Ela sempre acertava e pior, ainda sonhava. Uma vez, tive um namorado que mentia sobre ter filhos. Minha mãe sonhou que ele tinha 3. Eu achei aquilo impossível, porque não acreditava que ele estava mentindo. Dias depois, descobri que ser verdade e ele realmente tinha 3 filhos.", diz.

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Alerta mãe!


A frase “intuição de mãe nunca erra” existe há muitas gerações. Esse lado tão sensitivo e forte parece até ser algo muito natural para algumas delas. "É uma coisa muito forte, não sei se pelas atitudes da pessoa. Às vezes, só de olhar eu já percebo alguma coisa, uma aura pesada. Algo que não é bom. É uma intuição muito forte", diz Cláudia*, 55 anos, professora e mãe.

"Quando aconteceu, eu falei que acertei mais uma vez. Qualquer dia eu ganho na mega, só falta acertar no jogo!", completa. A costureira Ana, 61 anos, revela um sentimento semelhante relacionado a essa intuição materna. “Eu sinto angústia, sinto que a pessoa não é legal. Parece que em algum momento, a pessoa vai magoar minhas filhas”, diz.   


As relações saudáveis e a saúde mental

A intuição das mães relacionada a amigos ou relacionamentos amorosos pouco confiáveis ou "falsos" está relacionada a uma melhor capacidade de observação de quem está de fora. Conforme explica a psicóloga Natália Silva: "Se eu estou em uma relação que é claramente abusiva, você chega para mim, me pontua isso e eu não gosto. Eu falo: 'Ué, porque você está minando a minha relação? Você é falsa, você é tóxica’, quando, na verdade, você está me apontando algo claro e eu estou em negação daquilo”, diz.

Por isso a especialista considera sempre válido estar atenta às relações. Desde a forma que a troca de afeto ocorre, até posturas e comportamentos. “Estamos em uma relação saudável quando podemos nos mostrar na nossa mais pura e crua versão; quando a gente não pisa em ovos para falar com o outro, quando a gente sente que somos escutados e acolhidos”.  


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