Os encontros pedagógicos fazem parte da rotina dos pais, mas muitos não sabem por que é importante participar e como agir nessas ocasiões; tire suas dúvidas abaixo

Saber que os pais vão às reuniões deixa os filhos mais seguros e com a noção de que seu desenvolvimento realmente tem importância
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Saber que os pais vão às reuniões deixa os filhos mais seguros e com a noção de que seu desenvolvimento realmente tem importância

O interesse pela educação de crianças e adolescentes é o elo mais forte que pode existir entre pais e escola. Por isso, reservar na agenda o horário das reuniões convocadas pela instituição de ensino e ir a elas preparado para participar é uma tarefa fundamental ao longo dos anos de formação escolar dos filhos.

Ajuda para desmistificar

“Trata-se de uma oportunidade para entender melhor o clima organizacional do local onde eles estudam, conhecer os professores. As reuniões pedagógicas ajudam a desmitificar a escola e a aproximar pais e docentes”, afirma Dóris Trentini, coordenadora pedagógica.

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Essa aproximação abre espaço para a troca de informações sobre como a educação é conduzida em cada ambiente. “É necessário alinhar o discurso entre casa e escola. Se uma puxa para um lado e a outra, na direção oposta, a criança ou o adolescente ali no meio sofre”, explica Silvana Nazário, coordenadora pedagógica. Júlia Lázaro, psicopedagoga, complementa: “A formação de uma pessoa é um processo que não tem fim. A família começa e a equipe do colégio dá continuidade, como um reforço. Todos trabalham juntos para que os estudantes tenham o melhor acompanhamento possível”.

Filhos mais seguros

Além disso, saber que os pais vão às reuniões deixa os filhos mais seguros e com a noção de que seu desenvolvimento realmente tem importância. “As crianças gostam de ver seus pais na escola e ficam felizes quando eles vão às atividades a que são convocados. A participação dos adultos é um dos fatores primordiais para a boa educação infantil”, diz a consultora de boas maneiras Sofia Rossi.

Guia prática

Há que se lembrar que, para aproveitar ao máximo as reuniões, é preciso se comportar de maneira adequada à situação. Confira um pequeno guia, baseado em dicas das quatro profissionais, do que se deve fazer e o que é preciso evitar nesses eventos escolares.

Procure:

- Participar da reunião do começo ao fim.

- Levar suas dúvidas anotadas em um bloco ou caderno, para poder esclarecer todas e não correr o risco de se lembrar de alguma delas no caminho de volta para casa.

- Escutar até o fim eventuais críticas feitas ao seu filho e só então, com calma, argumentar e pedir sugestões de como melhorar o desempenho dele.

- Aceitar com naturalidade elogios feitos ao desempenho de seu filho.

- Usar linguagem adequada para um diálogo sério sobre a educação das crianças.

- Esperar o fim da reunião para falar com o professor sobre alguma questão particular do desempenho do seu filho.

- Abordar o pai ou a mãe de alguma criança com quem seu filho possa ter algum problema de relacionamento após o fim da reunião e com o intermédio do professor.

- Deixar o celular no modo silencioso.

- Contribuir com o relato de alguma experiência caso o condutor da reunião solicite diretamente que você o faça.

Evite:

- Chegar depois do começo ou ir embora antes do fim da reunião. Isso atrapalha seu andamento e demonstra falta de interesse pela educação da criança.

- “Atropelar” quem estiver com a palavra para fazer um comentário ou uma pergunta, mesmo que seja relacionado ao assunto. Espere uma brecha ou levante o braço como indicação de que gostaria de falar na sequência.

- Bater boca com o professor por causa de alguma crítica que tenha sido feita ao seu filho.

- Prolongar o assunto, depois de o professor já tê-lo encerrado, quando seu filho for elogiado. Isso é inconveniente e passa uma imagem arrogante.

- Usar muitas gírias ou palavrões ao se dirigir ao professor e a outros pais.

- Interromper a reunião para falar diretamente com o professor sobre algum assunto particular de seu filho ou de sua família.

- Abordar agressivamente, na reunião ou após seu final, o pai ou a mãe de alguma criança com quem seu filho possa ter algum problema de relacionamento.

- Atender o celular, acessar a internet ou mandar mensagens durante a reunião.

- Reclamar de problemas não pedagógicos da escola (o estacionamento ou a falta dele, por exemplo). Não se esqueça: o foco dessas reuniões é o ensino.

- Tentar alterar a ordem pré-determinada dos assuntos para chegar logo àquele que interesse mais a você.

- Levar presentes para o professor, a não ser que a reunião seja realizada em uma data festiva.

- Travar uma conversa paralela com pais sentados ao seu lado enquanto outra pessoa fala.

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