Espécies como ripsális e kalanchoe são boas opções na hora de tornar o escritório mais verde. Confira outras dicas

Quem gosta de personalizar a mesa de trabalho costuma investir em alternativas como porta-canetas, calendários coloridos e fotografias. Muitos esquecem, no entanto, que plantas também podem deixar o local mais alegre e bonito. Antes de escolher a espécie ideal, analise as condições do ambiente: incidência de luz solar e presença de ar-condicionado, por exemplo. A saída para locais fechados, sem janelas e com pouca ou nenhuma iluminação natural é apostar em plantas resistentes, como ripsális e cactos, ou espécies de folhagens escuras.

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O verdinho na mesa pode ainda ser obtido com avencas (tendo cuidado com luz direta e excesso de vento), alocasias (procure deixá-las próximas à janela), asplênio (ficam melhor em locais aquecidos) e calateias (sempre evitando luz direta). Mas se a ideia for trazer alegria ao local com a ajuda de flores , nada melhor do que apostar em miniantúrio, begônia, violetas-africanas, minilírio-da-paz, bromélia e kalanchoe. Busque apenas evitar espécies muito perfumadas, que possam causar alergia – como lírios e margaridas.

Outro ponto fundamental antes de colocar o vaso no escritório é adaptar o tamanho da planta ao espaço disponível. As mesas devem receber espécies pequenas em vasos de até 20 centímetros de altura. “É preciso ficar atento para que a planta não atrapalhe o convívio da equipe e perturbe o colega ao lado”, afirma Gigi Botelho, paisagista. Além disso, quem deseja ter um vasinho por perto deve entender que alguns cuidados precisarão ser tomados. Em geral, será necessário regar, no mínimo, duas vezes por semana. Um truque que ajuda a saber quando colocar mais água é sentir com as mãos a secura da terra.

Algumas espécies são campeãs no quesito resistência mesmo em ambientes pequenos. As alternativas mais indicadas são: pacova, lança-de-São-Jorge, fênix, rafis, pata-de-elefante, dracena e yucca, ardísia, comigo-ninguém-pode e marantas. Para que durem mais tempo, o paisagista Rodolfo Geiser ressalta a importância da adubação. “As plantas resistem mais com o reforço de pulverizações de adubos químicos e a colocação de húmus sobre a terra, em especial após três meses da planta no vaso”, diz.

Limpar as folhas periodicamente é outra tarefa importante para ampliar o tempo de vida das espécies. “Tirar o pó das folhas e limpá-las, no mínimo a cada 15 dias, com álcool ou vinagre, ajuda a combater fungos e bactérias”, afirma Christiane Roncato, paisagista. Caso a planta apresente sinais debilidade após passar 10 dias ou mais com pouca ou nenhuma incidência de luz solar, a simples troca de vaso pode ajudar a recuperá-la.

A sobrevivência das espécies em ambientes fechados, no caso de arranjos, é ainda mais reduzida. “As plantadas conseguem durar em locais arejados e bem iluminados, de oito meses até um ano. Já os arranjos exigem cuidados diários e sobrevivem por, no máximo, 15 dias”, diz Gigi. Uma dica para ter flores por mais tempo é selecionar, no momento da compra, as que tiverem pétalas escuras e um grande número de botões. Os cuidados necessários serão: trocar a água do vaso e cortar um centímetro do caule todos os dias.


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