Umbanda e Candomblé: entenda as diferenças entre as religiões
Redação João Bidu
Umbanda e Candomblé: entenda as diferenças entre as religiões

Para acabar com o preconceito disseminado na sociedade em relação às religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, é necessário ter, antes de qualquer coisa, conhecimento sobre a cultura africana – afinal, quem nunca escutou o pejorativo comentário “chuta que é macumba?”. Foram os escravos vindos da África que trouxeram o candomblé para o Brasil, enquanto a umbanda surgiu no Brasil, apesar de possuir raízes africanas. Com a fixação urbana dos escravos, no final do século 19 após o fim da escravidão, que surgiu a possibilidade de se realizar cultos religiosos, garantindo assim a sobrevivência das tradições religiosas africanas. As religiões afro-brasileiras desenvolveram-se em diferentes territórios nacionais, por isso, adotam diferentes nomes e rituais. O candomblé, por exemplo, é seguido pelos baianos, o Xangô está presente principalmente em Pernambuco e Alagoas, a umbanda, que no passado era chamada de macumba, é mais popular no Rio de Janeiro, assim como o Batuque, no Rio Grande do Sul e o Tambor de Mina no Maranhão e no Pará.

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A seguir, veja alguns elementos que diferenciam as religiões umbanda e candomblé

Umbanda

Deuses: são representados pelos orixás, que podem ser espíritos baixos (maus) ou mais evoluídos (bons). O pai-de santo incorpora santos e então realiza passes e atendimentos. Culto: o ambiente é defumado, sacrifícios podem ser oferecidos aos deuses, a fim de que os espíritos incorporem nos médiuns. Iniciação: não é necessária, mas quando ocorre é um recolhimento de apenas um ou dois dias. No ritual não é preciso sacrificar animais, e o batismo é feito com água do mar ou de cachoeira. Música: são cantadas em português, acompanhadas por palmas e atabaques, tocados por homens e mulheres.

Candomblé

Deuses: cultuam orixás de origem africana. Não existe o bem e o mal, assim como os deuses não punem seus fiéis pelo comportamento imoral. Culto: com música e cânticos, os orixás são invocados e incorporam nos fiéis. Iniciação: é a condição essencial para participar dos rituais. Para iniciar na religião é necessário um recolhimento que dura entre sete e 21 dias. A iniciação envolve o sacrifício de animais, a oferenda de alimentos e a obediência a uma rígida doutrina. Música: são cantadas na língua africana, acompanhadas por três atabaques tocados por iniciados do sexo masculino.

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