Dia Internacional da Igualdade Feminina: veja a importância da data
Ana Melo
Dia Internacional da Igualdade Feminina: veja a importância da data

Trabalhar fora, estudar e votar foram direitos conquistados com muita luta e suor pelas mulheres ao longo dos anos, e essa luta ainda não parou. O feminismo busca pela equidade dos gêneros, e entre algumas das pautas levantadas por esse movimento estão a exigência por salários iguais entre homens e mulheres, maior representatividade feminina na política e a liberdade e autonomia sobre o próprio corpo. Diante da importância do tema e com o marco da conquista do sufrágio dfeminino nos Estados Unidos, em 26 de agosto de 1973, foi criado o Dia Internacional da Igualdade Feminina .

A data deve ser celebrada para comemorar as conquistas, mas também lembrar-nos de que ainda há muito para ser feito sobre o assunto. Além disso, é importante que este dia jamais passe em branco, pois ele é uma oportunidade para reflexão e aprendizado. 

Pensando nisso, vamos trazer nesta data a história de algumas mulheres inspiradoras e livros para refletir sobre feminismo. 

A importância do feminismo 

O Dia Internacional da Igualdade Feminina reforça a necessidade de debates para ações efetivas para conquistar a equidade nas diferentes esferas da sociedade. A equidade é sobre adaptação de regras existentes a fim de deixá-las mais justas para igualdade de gênero. 

Para entender mais sobre o tema, vale a leitura do livro “Feminismo pra quem?”, de Daniela Moraes Brum. Nele, a autora fala sobre como o feminismo tem ganhado visibilidade nas redes sociais e algumas consequências que aconteceram nessa esfera virtual, colocando em discussão quais pautas são realmente importantes para o feminismo atual. 

Mulheres que inspiram 

Malala Yousafzai 

De origem paquistanesa, Malala ficou conhecida após ser baleada na cabeça quando voltava da escola, em 2012, por membros do Talibã que não concordavam que mulheres acima de 12 anos frequentem a escola. Malala resistiu e tornou-se ativista, lutando por direitos das mulheres de ir à escola, ganhando o prêmio Nobel da Paz em 2014. 

Para conhecer mais sobre a jovem ativista paquistanesa e também inspirar crianças com a determinação da estudante, o livro “ A História de Malala ” conta mais sobre a trajetória dessa garota corajosa.

Greta Thunberg

A jovem sueca, Greta Thunberg, hoje com 18 anos, faltava na escola toda sexta-feira para protestar e cobrar de autoridades medidas sustentáveis e prevenção do clima nos protestos “Sextas pelo Futuro”. Em 2019, Greta ficou conhecida na mídia por seus discursos sobre a mudança climática, sendo convidada para os principais eventos internacionais de medidas de preservação do meio ambiente. A ativista mostrou a todos que mulheres e jovens devem ser ouvidos. Em 2020, ela foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz de 2020.

Você viu?

Marta 

A estrela do futebol feminino brasileiro já foi escolhida como a melhor jogadora do mundo 6 vezes e, ainda hoje, luta para que o futebol feminino tenha o mesmo investimento e visibilidade que tem o masculino. A camisa 10 da seleção feminina tem um trajetória de sucesso e, mesmo assim, Marta não recebe nem 10% do que o jogador Neymar recebe por temporada, por exemplo. 

O futebol feminino só terá uma mudança real quando o esporte tiver a mesma visibilidade e importância do futebol masculino. Por isso, é necessário sempre acompanhar os jogos e esportes femininos. 

Marta é um exemplo de garra e força para muitas mulheres que estão no esporte hoje. A atleta também  é inspiração para meninas que ainda desejam um lugar ao sol no futebol. 

Raíssa Leal

A Fadinha do skate fez história nas Olimpíadas de Tóquio, conquistando a medalha de prata na modalidade street do skate, esporte estreante nas competições. Com apenas 13 anos, Raíssa é a atleta mais jovem do Brasil a ganhar uma medalha e fez o país vibrar subindo ao pódio. 

Vozes femininas 

Este Dia Internacional da Igualdade Feminina também é uma excelente oportunidade para conhecer outras mulheres inspiradoras. O livro “ Vozes Femininas ” conta a história de 40 mulheres conhecidas na mídia e anônimas que, por muitas vezes, foram silenciadas em uma sociedade machista e patriarcal. 

Porém, essas mulheres não desistiram e marcaram seu nome na história de uma forma ou de outra. Com essa leitura, será impossível não se inspirar, emocionar e lembrar das mulheres guerreiras que levaram o mundo nas costas, mesmo com tantos obstáculos no caminho.

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