João Bidu

Família é bom, mas não é tudo
Dricca Rhiel
Família é bom, mas não é tudo

Para entender a estrutura familiar é bom pensar a seguinte comparação: imagina uma árvore em que as raízes são os pais e antepassados, o tronco é você e os frutos são seus projetos e descendentes. Portanto, se as raízes estiverem fracas ou desnutridas o tronco ficará fragilizado e os frutos não nascerão.  Assim, também é na sua vida: quando seus progenitores desenvolvem uma relação saudável com você, as chances de prosperar na vida, em todos os sentidos, só aumentam.

Entretanto, nem toda família é perfeita, com pais amorosos e acolhedores. Muitas vezes, a família pode ser o oposto disso: pais manipuladores, preconceituosos, ríspidos e repressores. Então, ao invés de incentivar o crescimento dos filhos, eles podem podar seus dons naturais e atrasar a conquista de seus objetivos. 

As pessoas que mais “deveriam” nutrir e ensinar o que é o amor acabam intoxicando a mente de seus descendentes com suas próprias frustrações ou negligenciando atenção em momentos críticos. É uma história triste, mas muito presente em lares de todo o mundo. O apoio dos pais é fundamental para o desenvolvimento de qualquer ser.

Mas o que fazer quando essa relação familiar não é positiva? O segredo não consiste em se rebelar contra a estrutura, afinal de contas ela é imutável, ou seja, você não tem como trocar seus pais por outro. Tampouco negar o seu passado e tudo que viveu até hoje. Afinal, essa é a dinâmica hierárquica da árvore da vida.

Porém, o primeiro passo rumo à libertação emocional parental é simples: aceitar que eles têm limitações, que são seres humanos e, como tal, têm falhas. A idealização dos pais perfeitos atrapalha a visão clara dos fatos. Mães nem sempre são nutritivas; pais nem sempre são presentes. Você pode não gostar da forma como eles te trataram ou discordar de suas atitudes, mas você não pode mudá-los.

O segundo passo é entender que cada um só dá o que tem dentro de si. Se eles não receberam exemplos positivos de amor, afeto, acolhimento, eles terão dificuldades em repassar esses sentimentos e escrever uma história diferente. Esse será seu objetivo: interromper o ciclo de nocivo gerado por pragas e maldições ancestrais. Para tanto, você precisará exercer o perdão e a compaixão. Não só por eles, mas também pela sua saúde física e energética. A mágoa nos prende ao agressor. Por ser uma emoção densa, ela cria laços que sufocam e apertam o peito. Com o passar do tempo, toda essa carga pode se manifestar como doença no corpo físico. 

O terceiro passo é se reconstruir e aprender a se amar nas várias gramaturas desse sentimento. É um processo de autovalorização e resgate do amor próprio. Ser independente em tomadas de decisão, apoiar-se emocionalmente e respeitar os seus limites são preponderantes nesse resgate de si mesmo. Isso exige força de vontade e contínua vigilância dos sentidos. É preciso ser ativo e não reativo aos gatilhos do passado. 

Dessa forma, você irá nutrir sua própria “raiz”, fortalecer sua autoestima e gerar boas oportunidades de sucesso no futuro. E não tenha pressa, tudo que cresce lentamente cria raízes profundas.

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TEXTO:  Dricca Rhiel | Parapsicóloga | Magias e Talismãs | Astrologia

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