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Conheça os principais desafios enfrentados pelas empreendedoras femininas no Brasil
Leonardo Ferreira
Conheça os principais desafios enfrentados pelas empreendedoras femininas no Brasil

De acordo com a última pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o número de novas  empreendedoras no Brasil saltou de 38% para 45% em dois anos. Esse relatório destaca a imersão das mulheres brasileiras na condução e protagonismo dos seus próprios negócios com o objetivo de construir outros meios de renda.


Segundo um estudo feito com 49 países pelo programa de pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil possui a 7° maior proporção de mulheres entre empreendedores iniciais. São 9,3 milhões de mulheres à frente de uma empresa no país, representando 34% de todos os donos de negócios.

Outro dado revelado pela pesquisa mostra que as mulheres empreendedoras são mais jovens do que os homens, além de possuírem um nível de escolaridade 16% superior que a deles. Porém, elas continuam ganhando 22% menos que os empresários masculinos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNADC), do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impactos sociais

Outros elementos revelados pela apuração mostram que de 2/3 mulheres não possuem o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que impacta diretamente no baixo índice de sócios. Somente 19% dos empreendimentos feitos por mulheres obtêm membros estratégicos em suas empresas.

As mulheres são responsáveis por serem 48% de todos os MEI (Microempreendedor Individual) do Brasil, e mais da metade delas trabalham em suas próprias casas, representando 55%. As atividades que se destacam entre elas são: beleza, moda e alimentação. Áreas com participação feminina em empresas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática ainda são muito baixas.

A liderança feminina no mercado e nos negócios impacta positivamente a economia de um país. Além de alavancar o empoderamento feminino, faz com que os ambientes de trabalho tenham mais diversidades e diferentes pontos de vista. O empreendedorismo feminino precisa ter apoio de todas as instituições públicas, pois possuem maiores dificuldades em se manter e prosperar.


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