João Bidu

Dor de Amor: Relacionamento Abusivo
Renata Prado
Dor de Amor: Relacionamento Abusivo

Uma relação se torna tóxica quando seus valores são violados, justamente o outro quer você viva somente para ele, iniciando um processo de controle, de manipulação, e no momento em que você expressa sua opinião, poderá vir desrespeito e maiores agressões, até mesmo porque qualquer coisa que você diga você será desrespeitado e o outro sempre a vítima.

O amor em excesso é causado justamente pelo processo de insegurança e baixa autoestima que o outro tem sobre si, acreditando exatamente que necessita daquela pessoa, age com dependência de uma aprovação até mesmo controle para sentir se melhor, mas na verdade não se sente, pois camufla suas emoções e pensamentos negativos, aprisionando, afastando muitas vezes os amigos e familiares, pois vê perigo em tudo e em todos.

E nos permitimos ser um prisioneiro de uma relação, onde somos acorrentados, ou seja, o outro te ama desde que você seja domesticado aquilo que ele acredita como verdade, em algumas situações isso virá acompanhado de desconfianças, ofensas e até mesmo agressões físicas.

Em outras situações outro vai tentar fazer com que você se sinta mal, dizendo que somente ele que te ama, que ele é o único que vai te amar, e blá blá blá.

Virando uma neurose, entre posses e ciúmes doentio onde esse “amor” vira sofrimento, dependência emocional, e vem o controle em excesso e cobranças: “porque foi, com quem foi, onde está" e assim nasce o espaço do cultivo das neuroses. E a vida do parceiro é mais importante que a sua.

E finalmente chegamos ao ponto de que realmente nos adaptamos a essa condição para evitar demasiados confrontos e discussões, e mais uma vez varremos e guardamos para debaixo do tapete, iniciando um processo de permitir-se ser sequestrado, um cativeiro auto permitido, nos tornando refém de chantagens, insegurança, medo e até mesmo vergonha.

Preste atenção aos sinais, perceba os padrões e simplesmente na primeira situação de desconforto, exponha o que você sente e o que não aprova essa atitude.

Não tenha medo de ser o que você é, o outro precisa te respeitar e te valorizar pelo que você é justamente.

 E se mesmo assim não estiver feliz, não tenha medo em terminar essa relação,

Corte o vínculo, precisamos de amor e ser amados, mas acima de tudo ter nosso amor próprio, lembre-se: você será tratado conforme permite.

Amor é ter alegrias pela vitória do outro, do engajamento do outro, da alegria, é ser livre, tranquilo.

Amor próprio é aquele que você se sente bem consigo mesmo, onde permite ser o que quer, e vivenciar momentos importantes na sua própria companhia.

Para que você estabeleça esse contexto de amor próprio e alegrias, viva o que há de humano em você, vivencie momento que te dê prazer, algo que você deseja.

Você viu?

Viver um relacionamento consciente não é ter o outro para preencher um vazio, e sim ter alguém para partilhar, é estar sem cobranças, sentir-se completo, é ser uma frigideira sem se preocupar se há tampa. Amar de forma consciente é estar completo de si, não mendigar, nem pedir pãozinho. Somos feitos para amar, e se assim fizer será amado. Paremos agora com nosso mimimis e deixe a Pollyana e o jogo do contente de lado e ir em buscar o que é real.

Permita-se. Seja corajoso.

1 - Faça uma meditação em frente ao espelho, por 20 minutes, vejas suas qualidades e o que acredita ser defeito;

2 - A cada qualidade dê um sorriso e afague seu rosto, a cada visão negativa, substitua por uma boa;

3 - Adote hábitos saudáveis cuidando de suas necessidades, afaste se de pessoas tóxicas e busque o que te realiza, acima de tudo trabalhe seu amor próprio;

4 – Trabalhe sempre sua autoestima, saiba quais seus valores e os defenda;

5 – Lembre: Você é um ser divino, nasceu para ser amado e é feito de amor, confie em você.

Quando nos amamos, somos amados.

 “Eu só posso dar um passo na direção do outro quando eu estiver conquistado meus territórios.” Padre Fábio de Melo.

Texto:  Renata Prado | Taróloga e Psicanalista

Instagram: @r enataprado.terapeuta

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