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Psicólogo explica o que pode levar adolescentes a se mutilarem e fazerem outras loucuras por um ídolo, vivendo um fanatismo não saudável

Quando Beyoncé cortou a orelha  de forma acidental em um show, fãs da cantora inciaram uma campanha na internet e além de depoimentos de apoio à artista, alguns acabaram exagerando nas loucuras e compartilharam fotos se cortando ou sangrando “pela cantora” usando a #CutForBeyonce, ou “corte por Beyoncé ” em tradução livre.

Beyoncé cortou a orelha e, em suas loucuras, fãs começaram a se cortar em apoio a cantora
Reprodução
Beyoncé cortou a orelha e, em suas loucuras, fãs começaram a se cortar em apoio a cantora

Essa não é primeira vez que fãs cometem loucuras na internet. Quando o cantor Zayn Malik, anunciou a saída da banda One Direction, alguns fãs também tiveram a mesma reação: se cortaram e começaram a compartilhar essas fotos na internet .

O psicólogo Yuri Busin afirma que estes exageros acontecem quando um fã abre mão de sua própria vida para viver a vida do ídolo e aconselha: “Se você gosta muito de um artista , não significa que tem que viver sua vida pautada nele. Você tem que se espelhar nas coisas boas que ele promove para sua vida”.

Ele acredita que essa idolatria ocorre quando a identificação é muito grande entre fã e ídolo. Muitas vezes, ele tem uma história parecida ou, no caso de cantores e escritores, ele escreve ou canta algo que o indivíduo se identifica muito, e acaba se espelhando no artista.

Se espelhar no ídolo é algo completamente natural, explica o psicólogo, mas é preciso ter atenção para se espelhar nos desenvolvimentos positivos, e sempre tomar cuidado com o fanatismo, que tem um limite para que a vida dos dois não acabem se confundindo, podendo gerar grandes prejuízos.

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Quando um famoso sofre, se machucando, terminando um namoro, ou saindo da banda, também é normal que o fã fique triste, ou até, se decepcione, dependendo da decisão do amado. O especialista afirma que é interessante mostrar o apoio ao ídolo e demonstrar carinho, mas é muito perigoso partir para um comportamento autodestrutivo.

De acordo com Yuri, este comportamento é favorecido quando “a pessoa tem dificuldade de tolerar uma frustração, ou cria uma expectativa muito alta”, mas também acrescenta a realidade de alguns fãs, ao querer viver a vida do ídolo.

Sofrer em excesso e se mutilar é um dos sinais de que o carinho pelo ídolo está se tornando obsessão. Mas antes que isso aconteça, é importante verificar se você não está passando muito tempo em torno de seu fanatismo e até deixando de fazer algumas coisas e de ter uma vida social por causa disso.

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Jovens

É muito comum, ao ficar sabendo de alguns casos de loucuras dos fãs, que estas sejam feitas por adolescentes.”Na fase da adolescência, eles estão conhecendo o mundo e criando o que querem para o futuro, então acaba tendo maior tendência da idolatria, por conta da construção da personalidade”, diz Yuri.

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