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Aprenda a observar a segurança do berço do seu bebê

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Getty Images
Segurança: enquanto a certificação do Inmetro não se torna obrigatória, pais devem observar cantos e medidas

Enquanto recebia a visita da mãe, Beatriz deixou a filha Veridiana dormindo no berço. Em pouco tempo, a filha começou a chorar e a avó subiu ao quarto para acalmá-la.

Surpreendentemente, o berço estava vazio e o choro continuava. Minutos depois, Beatriz descobriu que a filha havia escorregado pelo canto direito do berço.

O pino de suporte do estrado havia estourado e o fundo do berço pendeu. “Confesso que nem pensei em reclamar do produto, o que fizemos foi chamar um marceneiro”, conta. Como nada de grave aconteceu, hoje Beatriz se lembra da história com graça. Mas o perigo da situação é indiscutível.

“Tem pouca gente realmente preocupada com segurança. Querem vender o mais bonito, com mais detalhes, e é aí que mora o perigo”, diz a pediatra Renata Waksman, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

De acordo com Aline Oliveira, do Inmetro, a segurança do berço começa pelas bordas e partes salientes, que devem ser arredondadas e isentas de quaisquer rebarbas e arestas. Além disso, os rótulos e decalques colados ao berço não podem estar situados nas superfícies internas das laterais e extremidades do berço, pois a criança pode retirá-los e colocá-los na boca.

Como escolher um berço para o seu filho

A madeira deve ser forte, estável e estar isenta de apodrecimento e ataque de insetos. As partes de metal – incluindo molas e parafusos – também devem ser resistentes e protegidas contra corrosão. 

Todos devem estar marcados com informações sobre razão social, nome ou marca registrada do fabricante, distribuidora ou varejista, e meios adicionais de identificação. O manual de instruções também é imprescindível. Abaixo, veja as principais qualidades que os berços devem ter, além, é claro, da necessidade de manejo responsável pelos pais: 

1. A pintura do berço não deve ser feita com tinta tóxica, ou seja, não pode conter chumbo.

2. O berço não pode ter relevos muito altos: O bebê pode se bater e se machucar.

3. As grades, que costumam poder ser reguladas em diferentes níveis de altura, precisam ter travas – e os pais não devem deixar as grandes completamente abaixadas em nenhuma hipótese.

4. É ideal que o estrado debaixo do colchão seja uma única placa de madeira.

5. Os pais devem lembrar que a posição mais baixa do estrado é a mais segura: caso o berço tenha regulagem de altura, assim que o bebê completa seis meses, é importante manter o estrado na posição mais baixa, com as grades sempre elevadas.

6. As grades laterais devem ter, entre elas, um espaço entre elas de no máximo seis centímetros. Já a altura ideal das grades é de 60 centímetros.

7. Protetores acolchoados de grades devem estar bem presos ao berço. A criança não pode conseguir passar braços ou pernas pelo espaço entre as grades, nem escalar o berço com a ajuda dos protetores.

8. A posição mais baixa que a grade lateral deve ter em relação à superfície superior do estrado é de aproximadamente 23 centímetros.

9. O colchão deve ser plano e sem possibilidade de deformações, e deve se ajustar ao berço perfeitamente. Não pode haver fresta alguma entre o berço e o colchão.

10. O ideal é comprar todos os produtos que compõem o berço no mesmo lugar.

11. A roupa de cama utilizada também deve estar bem firme, se prendendo ao colchão firmemente pelas laterais e pés.

12. Os berços que tiverem rodinhas devem ter travas, impreterivelmente.

13. Ainda, é importante que os berços não sejam colocados perto de janelas ou cortinas e os pais nunca deixem as grades abaixadas, mesmo com o bebê bem pequenininho.

14. A criança não pode ser capaz de levantar a base do colchão ou do berço de dentro do próprio berço.

15. Não pode haver nenhum móbile perto o suficiente para a criança conseguir se pendurar e subir – e, assim, cair do berço.

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