Tamanho do texto

OMS publica recomendações para restringir publicidade de alimentos não saudáveis dirigida às crianças

Publicidade restrita: medidas da OMS querem combater consumo de alimentos não saudáveis, uma das causas da obesidade infantil
Getty Images
Publicidade restrita: medidas da OMS querem combater consumo de alimentos não saudáveis, uma das causas da obesidade infantil
A Organização Mundial da Saúde aprovou, em 20 de maio, uma lista de recomendações internacionais para regulamentar a publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis para crianças. Entre outras diretrizes aprovadas na 63 Assembleia Mundial de Saúde, esta chama a atenção dos governos para o problema da obesidade infantil, sugerindo uma restrição mais eficaz da publicidade de alimentos com alto teor de sódio (alimentos com muito sal), de açúcar, de gordura saturada e de gordura trans, além de mirar também nos anúncios bebidas de baixo valor nutricional, como os refrigerantes.

De acordo com estudos da OMS, a onda de obesidade - a estimativa é de 42 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrendo do problema até o fim de 2010 - é reforçada pelo estímulo exagerado ao consumo de produtos não saudáveis. Ou seja, as propagandas de biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes que têm como público-alvo a criança.

Termos práticos

A regulamentação publicada pela OMS funciona como uma diretriz, um esforço político no sentido de que cada país participante faça sua parte, elaborando leis específicas para o seu mercado. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vinha discutindo o tema com a sociedade civil e organizações não-governamentais, mas anunciou que desistiria de apresentar sua proposta no início deste ano.

"Precisamos de regras para publicidade mais rigorosas. A ideia é proteger as crianças deste tipo de publicidade", explica Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. "Uma das diretrizes fala em banir dos espaços frequentados por crianças - como escolas - a publicidade destes alimentos e bebidas".

"É possível se adaptar sem perder mercado", acredita Isabella, que cita o caso da Coca-Cola. A companhia assumiu um compromisso mundial de não produzir anúncios para o público menor de 12 anos. Além de direcionar seus comerciais para os mais velhos, eles também não anunciam em canais infantis.

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.