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Mãe disse que, no primeiro momento, entrou em choque com o flagra. Depois, procurou o filho para uma conversa bastante honesta sobre o tema

A masturbação infantil é um tema delicado para muitos pais. Geralmente, ao pegar a criança no ato, eles ficam confusos e não sabem como agir diante da situação. Esse é o caso de uma mãe que, de forma anônima, compartilhou detalhes da sua história em depoimento ao site The Asian Parent .

Falar sobre masturbação infantil com as crianças não é um processo fácil para muitos pais – e uma mãe passou por isso
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Falar sobre masturbação infantil com as crianças não é um processo fácil para muitos pais – e uma mãe passou por isso

O caso de masturbação infantil foi visto quando ela, que trabalha como enfermeira, tem dois filhos e vive em Singapura, chegou em casa, por volta da meia-noite, e notou que as luzes do corredor e a porta do quarto dos meninos estava fechada. “Eu costumo dar uma olhada neles, não importa a hora que eu chegue, apenas para abraçá-los e dar boa noite”, diz.

Ao entrar no cômodo do mais velho, de 10 anos, notou que apenas o abajur estava aceso. Foi quando viu o garoto se masturbando. “Eu pude ver tudo. Eu estava tão atordoada que não sabia como reagir. Eu congelei por alguns segundos e fiquei apenas olhando. Ele surtou, começou a gritar para eu sair de lá e pegou seu cobertor para se esconder”, conta.

Em seguida, a mãe saiu correndo e sentiu uma mistura de emoções: fúria, nojo e, ao mesmo tempo, preocupação. “Fiquei dizendo que precisava me acalmar e deixá-lo ter seu espaço para se ‘recuperar’ daquele encontro. Fui para o meu quarto, tomei um banho e passei todo o tempo pensando em como  me aproximar dele para falar sobre o ato”, ressalta.

Enquanto isso, pensava: “Onde ele aprendeu fazer? O mais novo também faz? O que devo fazer?”. Alguns minutos depois, entrou no quarto do filho. “Ele estava aconchegado em um canto da cama, parecendo todo preocupado. Eu senti pena dele – e não queria que ele se sentisse vitimado. Este incidente exigiu uma conversa desagradável. Eu tive de fazer isto”, afirma.

Detalhes da conversa sobre masturbação infantil

A mulher divulgou detalhes da conversa que teve com o filho para falar da cena de masturbação infantil que presenciou
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A mulher divulgou detalhes da conversa que teve com o filho para falar da cena de masturbação infantil que presenciou

A mulher sentou-se ao lado dele, segurou sua mão e disse: “Tudo bem. Nós precisamos falar sobre o que aconteceu. Eu sei que é uma coisa natural que os garotos fazem, mas eu não sabia que você já estava praticando. Me diga como você se sente sobre isso e podemos resolver juntos.”

O menino, então, respondeu que a situação era embaraçosa e pediu para o irmão não saber. “Eu assegurei a ele que ninguém teria que saber sobre isso e que ficaria apenas entre nós. Ele se sentou - parecia tímido - e não manteve contato visual comigo. Não insisti porque também me senti desconfortável”, expõe.

O garoto respondeu e falou como aprendeu o que é masturbação. “Desculpa, mamãe. Senti essa sensação estranha e comecei a acariciá-lo. Parecia normal. Eu tenho feito isso no chuveiro algumas vezes. Está errado? Durante a educação sexual na escola, nós aprendemos isso e eu sei o que isso significa. Mas é muito cedo para eu estar fazendo isso?", perguntou.

Em seguida, ela lhe explicou que esse é um processo natural e que não havia nada com o que se envergonhar. Aproveitou ainda a oportunidade para tranquilizá-lo, dizendo que essas mudanças fazem parte do seu crescimento. “Eu o fiz entender que a masturbação é particular, mas não é vergonhosa”, diz.

A mulher também conta que ficou secretamente grata pelos professores já terem tido aquela conversa sobre sexualidade e masturbação infantil com as crianças. Ela ainda se sentiu bem ao saber que a escola está criando uma geração que reconhece a masturbação como parte natural da sexualidade humana.

A criança se sentiu melhor depois de um tempo e, após a mãe mostrar que não estava lá para julgá-lo ou repreendê-lo, ficou mais à vontade. “Ele não estava fazendo nada de errado. Sim, foi uma circunstância infeliz que eu tive que lidar, mas não era uma ‘má ação’”, garante.

Eles ainda conversaram sobre o que os outros alunos da escola compartilham com o menino sobre descobrir seus próprios corpos e, para ela, foi interessante saber que os garotos dessa idade eram muito confiantes de si mesmos e totalmente conscientes de como os corpos funcionam. Agora, a mulher diz que sabe que irá ter, em breve, um papo com seu filho mais novo, de sete anos.

Como falar sobre o assunto com os meninos?

Falar sobre masturbação infantil pode não ser fácil no começo, mas é importante discutir o assunto com a criança
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Falar sobre masturbação infantil pode não ser fácil no começo, mas é importante discutir o assunto com a criança

Alguns pais podem se sentir desconfortáveis em abordar o tema com os pequenos e, segundo a reportagem do site, o ideal é ter uma conversa honesta e eficaz com o filho quando julgar conveniente.

É importante saber que, à medida que ele for ficando mais velho, pode querer explorar mais sua região íntima e aproveitar as sensações de se tocar – e vale explicar que isso é normal.

A matéria diz, ainda, que outra maneira criativa é entregar para ele um bom livro sobre puberdade e desenvolvimento sexual. Antes de comprar, no entanto, verifique se você está de acordo com a abordagem.

Depois, coloque o item no quarto da criança , para que ela possa olhar em particular. Diga que o livro está lá e que ele pode se sentir à vontade para ler. Ofereça-se também para conversar sobre qualquer dúvida que ele venha a ter depois.

Quando o menino já for mais velho, explique que, durante a puberdade, pode acontecer a polução noturna, que é uma ejaculação involuntária que acontece durante o sono. Explique que não dá para controlar e que isso é apenas um sinal físico de que ele está crescendo e se preparando para a vida adulta.

O importante é mostrar ao seu filho que você estará disponível para ele nesta fase de sua vida, que pode ser bem assustadora. O menino pode se sentir culpado pela masturbação infantil , a menos que os  pais lhe assegurem que é normal e saudável ter sentimentos sexuais e que se masturbar não é errado.