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Segundo dados, 45% das crianças de 10 a 12 anos são sedentárias. Além disso, 30% dos pequenos entre 4 e 12 anos se alimentam mal. Esses e outros fatores aumentam os riscos de obesidade nas crianças

Muitas horas diante do computador, da televisão e do celular somadas a péssimos hábitos de alimentação podem significar riscos da obesidade infantil. Dados do estudo  The Infant and Kids Study (IKS) revelam que 45% das crianças entre 10 e 12 anos são sedentárias , ou seja, não praticam nenhuma atividade física. 

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Os  riscos da obesidade  são uma realidade na vida dos pequenos: uma em cada duas crianças está acima do peso.  Além do sedentarismo, mais de 30% das crianças pesquisadas, na faixa entre 4 e 12 anos, consomem mais gordura do que a recomendação diária nas refeições. 

Riscos da obesidade infantil são uma realidade no Brasi.
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Riscos da obesidade infantil são uma realidade no Brasi.




O consumo de sódio também foi destaque da pesquisa. Dados mostram que 77% do sódio consumido pelas crianças de 9 a 12 anos está acima da quantidade diária recomendada. Na faixa entre 4 e 9 anos o percentual cai para 71%. 

Diante desse cenário, o pediatra e endocrinologista Raphael Liberatore alerta que o consumo em excesso de gordura, sódio ou açúcar pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas e  obesidade infantil , que pode ter causas relacionadas a aspectos biológicos, sociais e comportamentais - como hábitos de alimentação e prática de atividade física. 

A pesquisa, que foi realizada pela Nestlé em parceria com o Ibope, revela dados de mil crianças de 0 a 12 anos da região metropolitana de São Paulo, também revelou que  75% das crianças, entre 7 e 12 anos, passam quatro horas ou mais por dia em frente à TV ou comportador. Isso significa o dobro da permanência recomendada. A refeição também sofre impactos com esses habitos, pois muitas crianças assistem televisão, leem, estudam ou até mesmo jogam vídeo game enquanto comem. 

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Como reverter a situação?

“Não podemos responsabilizar apenas a tecnologia, mas devemos ter atenção, uma vez que ela pode influenciar no desenvolvimento físico, social e comportamental de crianças e adolescentes”, afirma a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro. Para ela, o comportamento infantil é reflexo daquilo observado em casa com os adultos. 

Por isso, é importante que os pais atentem-se ao uso excessivo de aparelhos tecnológicos, principalmente durante as refeições. É recomendado que crianças menores de 2 anos, por exemplo, não tenham contato com tecnologia. 

Também é fundamental que os adultos incentivem que as crianças pratiquem atividades físicas, desde algum esporte até brincadeiras que estimulem o exercício do corpo, como pular corda ou pega-pega. Além disso, uma alimentação saudável e equilibrada é imprescindível para acabar com os riscos de obesidade e outras doenças em crianças. 

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