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Veja os aspectos que mudam com o decorrer da gestação e como prevenir excessos

A gravidez é um período em que muitas transformações ocorrerão em pouco tempo. Não se trata apenas de mudanças físicas no corpo da mulher.

Enquanto o seu organismo prepara uma nova vida que está se formando no seu ventre, o seu metabolismo acelera para compensar o gasto de energia dos dois: mamãe e bebê.

Gravidez é o nome que se dá ao período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero da mulher.
Revista Vida & Gravidez/Editora Minuano
Gravidez é o nome que se dá ao período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero da mulher.


A fecundação
Só é possível ocorrer a gravidez quando o óvulo – o gameta feminino – é fecundado pelo espermatozóide – o gameta masculino. Dessa fecundação resulta o zigoto, que depois de várias divisões das células se transforma no embrião. Ao chegar no útero, o embrião se fixa na parede uterina em um processo chamado de nidação, que acontece normalmente no 7º dia depois da fecundação. Logo que ocorre a nidação, inicia-se a gravidez ou gestação. O período da gravidez humana é de aproximadamente nove meses ou de trinta e nove semanas.

O novo ser em formação cresce a cada segundo. Mesmo que durante as primeiras semanas, depois da fecundação, a futura mãe ainda não consiga sentir qualquer dos efeitos da gravidez, o seu bebê já está se desenvolvendo.

Alterações hormonais
Da mesma forma que o corpo da mãe está se preparando para abrigar um novo ser, esta nova vida em forma de embrião também sofrerá diversas transformações.

A primeira transformação sofrida pela mãe é a falta de menstruação. Isso ocorre em razão da produção de determinados hormônios auxiliares da gravidez que vão impedir a descamação do endométrio.

Aproximadamente na quarta semana depois da fecundação, o embrião inicia a produção do hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana beta ou beta-HCG como é conhecido na sigla em inglês. É exatamente esta produção hormonal que causa na gestante os sintomas como náuseas, cansaço e dores nos seios.

Durante esse período, é possível que o hormônio ainda não seja identificado pelos testes de gravidez comercializados nas farmácias. Os testes podem não conseguir detectar o hormônio presente na urina, porém um exame de sangue certamente detectará a gravidez.

Conter excessos: informações durante o pré-natal

Pré-natal: acompanhamento profissional é fundamental para cuidar da saúde da mãe e bebê
Getty Images
Pré-natal: acompanhamento profissional é fundamental para cuidar da saúde da mãe e bebê


Logo que a mulher tiver a confirmação de que está grávida, é extremamente importante que ela dê início ao pré-natal, preferencialmente com um médico de sua confiança. O acompanhamento médico profissional durante toda a gestação é importante tanto para a saúde da mãe, como para a saúde do bebê.

A segunda grande transformação está relacionada com a alimentação. A preocupação da futura mamãe também deverá ser com a sua alimentação. Ela precisa saber quais os alimentos que poderão lhe fornecer mais vitaminas, quais são os que lhe deixam indisposta. É um turbilhão de informações e muitas as necessidades vitamínicas tanto para manter a saúde da gestante quanto para o desenvolvimento e formação saudável do seu bebê.

Completando a sétima semana de gravidez, forma-se um tampão de muco que tem a função de impedir que o útero possa sofrer qualquer contato com o meio externo. Este tampão garante uma maior proteção ao bebê que se desenvolverá no colo uterino.

Na medida em que o embrião se implanta no útero, a futura mamãe pode perceber o processo, pois é muito provável que a gestante sinta leves cólicas durante esse período.

Cólicas fortes indicam problemas
Ressaltamos que caso a mãe esteja sofrendo com cólicas fortes e sangramentos, estas ocorrências não são normais. Com o aparecimento de qualquer um desses sintomas durante a gestação, deve-se procurar o seu médico imediatamente.

O período mais instável vai do início da gravidez até o quarto mês. A partir daí, a placenta começa a funcionar plenamente, começa a ser substituído o corpo amarelo na produção dos hormônios, e começam também as alterações das vilosidades coriônicas na alimentação do embrião.

Até chegar nesta fase de gestação, a possibilidade de ocorrer o aborto é muito grande. Pesquisas revelam que realmente ocorre o aborto em 20% das primigestas (primeira gestação) isto mostra que, de cada cinco gestantes, uma vem a sofrer aborto.

Cuidados na relação sexual
As transformações físicas, até atingir os quatro meses de gestação, devido ao risco maior de sangramento e aborto, exigem moderação na atividade sexual do casal. A relação sexual deverá ser delicada, evitar movimentos abrutalhados, grandes acrobacias, inovar posições ou ainda posições esdrúxulas.

A circulação na região da vagina não permite exageros na atividade sexual. Seguindo os cuidados necessários e evitando os excessos, será possível ao casal continuar ativo sexualmente durante a gestação.

Um período mais estável será do quarto ao sétimo mês. Porém também é nesse período que podem ocorrer problemas com placenta de implantação baixa ou placenta prévia que põe em risco a gestação.

A vida sexual deverá ter mais atenção e cuidado principalmente depois do sétimo mês, por conta do risco de estimulação da contração uterina e, obviamente, risco de parto prematuro.

A atenção do casal também deve ser orientada para as mudanças psicológicas que afetam o relacionamento. A gravidez exige atenção, carinho, compreensão e muito diálogo.

Um corpo grávido também tem sexualidade e precisa da atenção e carinho do parceiro. A cumplicidade do casal pode levar a grandes descobertas no relacionamento amoroso, usando de outros artifícios para apimentar a relação sexual sem consequências para o desenvolvimento do bebê.

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