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Interesse em participar da experiência deve partir da criança, que precisa estar disposta a conhecer e aceitar novas culturas; empresas oferecem viagens a partir dos oito anos de idade

Registros de Dimitri, aos 10 anos, durante o intercâmbio na Inglaterra
Dimitri Adriano Novo
Registros de Dimitri, aos 10 anos, durante o intercâmbio na Inglaterra

Intercâmbios e viagens para outros países sem o acompanhamento de adultos, normalmente, são atividades mais comumente indicadas para jovens e não para crianças. Mas existem programas voltados a atender os pequenos a partir dos 8 anos de idade.

Dimitri Adriano Novo hoje tem 11 anos. Há um ano, fez intercâmbio para a Inglaterra em um projeto de férias de verão que durou três semanas. Ele conta que antes de viajar via fotos de pontos turísticos como o Big Ben, em Londres, e pensava: “Um dia eu ainda vou conhecer esses lugares!”.

A mãe, Luciene de Jesus, explicou que por ser professora de inglês sempre pensou em mandar o filho para um intercâmbio internacional, só não imaginou que isso aconteceria tão cedo.

“Quanto aos temores, a única coisa que me preocupava era ele não se acostumar, mas ele tirou de letra. Fez amizade com franceses, espanhóis, chineses e portugueses”, conta.

Mas, a experiência para crianças exige pré-requisitos e, principalmente, cuidados.

“Antes de tudo, é necessário que o interesse em participar da atividade venha da criança”, explica Sylvia Barros, diretora geral do The Kids Club no Brasil, uma rede de franquias especializada no ensino de inglês para crianças, que também oferece programas de intercâmbio para alunos e não-alunos de oito a 16 anos.

Além disso, para este programa, a criança já deve ter algum conhecimento da língua inglesa, estar disposta a conhecer novas culturas e a viver experiências diferentes, orienta ela.

“O Dimitri voltou do intercâmbio com outro pensamento. Ele já decidiu que quer fazer o colegial nos Estados Unidos, por exemplo. Eu e o pai vamos apoiá-lo”, afirma mãe do menino
Dimitri Adriano Novo
“O Dimitri voltou do intercâmbio com outro pensamento. Ele já decidiu que quer fazer o colegial nos Estados Unidos, por exemplo. Eu e o pai vamos apoiá-lo”, afirma mãe do menino

E mesmo com todas essas exigências, ainda existem muitas situações que podem expor a criança a alguma situação desagradável.

“Teve o caso de uma criança que teve catapora durante o intercâmbio. Ela foi tratada rapidamente e quando melhorou nem cogitou voltar para o Brasil”, contou a diretora.

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Entre especialistas o tema recebe opiniões diversificadas. Para a psicóloga Bruna Uva, viagens sem os pais podem ser traumáticas por deixarem a criança exposta e longe da segurança do lar e dos parentes. 

Já a psicóloga Adriana Coelho acredita que a atividade pode ser positiva porque pode contribuir na fase de individualização da criança, quando ela começa a notar a influência do meio em sua vida e o contato com amigos e novas experiências são fundamentais.

Luciene, mãe de Dimitri, recomenda a experiência para outros pais, mas salienta a importância de conhecer a empresa e as pessoas que estarão em contato com a criança.

“O Dimitri voltou do intercâmbio com outro pensamento. Ele já decidiu que quer fazer o colegial nos Estados Unidos, por exemplo. Eu e o pai dele vamos apoiá-lo”, conclui.

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