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Sem plateia e com muito diálogo: veja dicas valiosas para saber como agir com os filhos durante a fase da birra intensa

Desde o nascimento até completar os dois anos de idade, a criança passa pela “fase oral”. É nela que os pequenos são amamentados, têm os primeiros contatos levando tudo à boca e são completamente dependentes dos pais. Quando completa dois anos, a criança começa a desenvolver firmeza, dá os primeiros passos e passa a ter contato pela, primeira vez, com uma autonomia, que era até então desconhecida.

“Ela discorda até dela mesma. Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: ‘Macarrão’. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela rejeita
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“Ela discorda até dela mesma. Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: ‘Macarrão’. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela rejeita"

"Com dois anos, ela começa a experimentar uma liberdade maior. Começa a dar voos mais altos e é quando o adulto passa a estabelecer limites que antes não eram necessários", avalia a psicóloga Daniella de Faria. Os pais precisam dizer os primeiros "nãos" e a resposta para isso é, em muitos casos, a birra.

"Esse comportamento é um sinal de que a criança resiste, não gosta, e a gente precisa entender que isso faz parte tanto do crescimento quanto da formação", completa Daniella.

Terrible two

A crise dos dois anos é conhecida internacionalmente como Terrible Two, uma nomenclatura em inglês que significa os terríveis dois anos, em tradução livre. A fase não ocorre necessariamente aos exatos dois anos de idade, mas existem estudos que comprovam o maior índice de crianças rebeldes nessa fase da vida.

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“É como o despertar da personalidade”, descreve a psicóloga Zora Viana. Por isso, comportamentos mais agressivos, intolerância aos limites impostos pelos pais, birras e raiva por não conseguir expressar totalmente os sentimentos e, principalmente, por se sentir incompreendida se tornam algumas das principais características no comportamento da criança nesta fase da infância.

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“Ela discorda até dela mesma. Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: ‘Macarrão’. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela diz: ‘Eu não quero isso!’”, exemplifica a psicóloga Larissa Fonseca.

Mas, o comportamento turbulento típico da fase pode afetar as crianças em níveis diferentes. “Tudo depende de como a criança aprendeu a lidar com suas frustrações, os limites que recebe em casa, a convivência social, dentre outros fatores”, explica Larissa.

Impedir esse tipo de comportamento é praticamente impossível, mas dá para minimizar a frequência e a intensidade dele. “Cabe aos pais terem muita calma, paciência e ensinar que esse comportamento não leva a nada. Em outras palavras: estabelecer limites”, completa a psicóloga.

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