A ideia é reforçada porque elas se sentem culpadas quando se dividem entre as responsabilidades do trabalho e da casa

Segundo estudo, mito do
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Segundo estudo, mito do "homem preguiçoso" faz com que elas se sintam menos culpadas
Junto ao aumento do número de mulheres responsáveis pelo sustento da família cresce também a reclamação clássica das que trabalham fora: o marido não se mexe para nada quando o assunto são as tarefas domésticas e elas acabam às voltas com a temível dupla jornada, dando expediente fora e dentro de casa. No entanto, uma recente pesquisa norte-americana nega esta máxima do senso comum e revela que os homens são acusados de inúteis injustamente.

E não é intriga da oposição. Realizado pela Dra. Rebecca Meisenbach, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, o estudo, que contou com a participação de 15 mil mulheres que trabalham fora, analisa os sentimentos das mulheres que são chefes de família. E conclui que, na maioria das vezes, as mulheres reforçam o estereótipo do “marido inútil em casa” para garantir o posto de “responsável pelo lar”, compensando assim a culpa por se dedicarem às suas carreiras. Criticar as habilidades domésticas de seus maridos faz com que elas se sintam mais femininas e cumpridoras dos papéis tradicionais de mãe e esposa.

Meisenbach declarou ao jornal britânico The Guardian que estas mulheres lutam com as intersecções entre o status de chefe de família e as expectativas sociais relacionadas ao gênero feminino. “Contando histórias de como pedir ou mandar aos homens para realizarem distintos afazeres em casa, elas estão assegurando que ainda satisfazem os limites de gênero de uma esposa, mesmo sendo alguém que administra a casa e as crianças”, afirma a especialista.

A realizadora da pesquisa também contou, em entrevista à Marie Claire inglesa, que criticar o trabalho masculino dentro de casa mantém o senso de controle delas sobre a tradicional esfera feminina do lar.

Embora as mulheres representem um número considerável de chefes de família nas sociedades industrializadas, elas ainda se sentem pressionadas pelo conflito dos papéis assumidos no trabalho e em casa. Curiosamente, durante a realização do estudo, as únicas mulheres que não possuíam este senso de responsabilidade pela casa eram as que não tinham filhos menores de 18 anos.

Conheça uma associação na Espanha que incentiva os homens a dividir as tarefas

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