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Kelly fez inseminação artificial e conseguiu cumprir o projeto firmado com o marido: dar irmãos ao filho primogênito

Kelly Bowen tem 25 anos, mora no País de Gales e acaba de ganhar gêmeos. Com o casal Ruby e Chaise, agora ela é mãe de três – à dupla soma-se o filho Shay, de pouco mais de dois anos. A história é bem comum, até o ponto em que sabemos que o pai das crianças morreu há dois anos.

O marido de Kelly, Gavin, faleceu aos 22. Ao ser diagnosticado com um tipo raro de câncer, ele foi submetido a tratamento. Mas, alertado pelos médicos de que a quimioterapia poderia prejudicar a fertilidade, o casal decidiu coletar o sêmen de Gavin e tentar ter um filho por inseminação.

Em outubro de 2007 nasceu o primogênito, Shay, gerado a partir de inseminação artificial. No entanto, o tratamento quimioterápico falhou e Gavin faleceu dois dias após casar-se com Kelly, na casa deles, ao sul do País de Gales. Pouco antes de morrer, segundo Kelly, eles haviam decidido gerar um irmão para Shay.

Kelly decidiu levar o plano a cabo mesmo depois de viúva, utilizando o esperma congelado do marido e, em maio do ano passado, descobriu que daria não um, mas dois irmãos para Shay, após fazer a terceira – e última – tentativa de inseminação. Os gêmeos nasceram na noite de Ano-Novo e passam bem.

[]O caso remete a outra história polêmica na Grã-Bretanha: em 1997, Diane Blood ganhou uma batalha judicial pelo direito de engravidar, por meio de inseminação, do marido que morrera de meningite. Stephen e ela planejavam uma família, mas ele contraiu a doença e entrou em coma antes de autorizar por escrito a utilização do esperma coletado.

Em 1999, a norte-americana Gaby Vernoff tornou-se a primeira mulher a assumir publicamente um caso assim. Ela deu à luz Brandalynn, uma menina gerada com o esperma retirado do marido de Gaby, Bruce, meia hora depois de seu óbito – ocorrido subitamente, em decorrência de uma reação alérgica.

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