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A extorsão sexual é crime. Saiba o qye fazer para se proteger


Para muitas mulheres, o mundo digital pode ser um ambiente ameaçador. Golpes e pessoas falsas podem aparecer para  roubar dados, abusar sexualmente ou até extorquir, ainda mais em aplicativos de relacionamento.  Uma modalidade de crime cibernético que pode causar danos às mulheres é o sextortion - ou extorsão sexual.

Segundo especialistas da ESET Brasil, empresa especializada em segurança digital, o sextortion é um crime previsto em lei e basicamente é forçar a vítima a fazer favores sexuais, como um tipo de extorção por meio do abuso de poder. Pode vir como uma forma de ameça até coerção por meio de abuso psicológico.

Este tipo de ameaça digital é crime e pode ser interpretada como extorsão, artigo 158, ou até estupro, artigo 213. Se a vítima for menor de idade, há características da lei que tornam as punições ainda mais severas. Mas é preciso que o caso seja denunciado para que os infratores sejam punidos de acordo com a lei.


Veja a seguir algumas recomendações da ESET para se proteger e sobre como agir se for vítima deste crime.

Não acredite em aplicativos que prometem apagar os dados

Mesmo que você baixe aplicativos que apaguem fotos, vídeos e mensagens, há também os que recuperam a destruição destes mesmos dados de forma bem simples, usando aplicativos de terceiros ou acessando pastas de sistema dentro do celular. Uma vez enviado, não é possível garantir que o conteúdo será realmente apagado.

Cuidado com a nuvem

Muitos serviços de nuvem, como drives ou aplicativos de fotos por e-mail, fazem sincronia automática de seus conteúdos. Caso armazene conteúdo íntimo em qualquer dispositivo, procure sempre configurar os serviços de nuvem para que não façam sincronia automática ou os desabilite. Assim você protege seus arquivos diminuindo o risco de ter a nuvem invadida.

Proteja seu celular e computador

Habilitar a criptografia do dispositivo que tem conteúdos íntimos e ter entrada por duas etapas podem ajudar a proteger aplicativos e dispositivos. Configure o bloqueio de tela para que libere o acesso apenas mediante senha, PIN, padrão ou reconhecimento biométrico. Também é possível proteger o acesso a determinados aplicativos, como e-mails, aplicativos de troca de mensagens, drives, bancos etc., configurando uma conta de acesso específica para aplicativos, que não deve ser igual a nenhuma outra senha.

O que fazer se for vítima deste crime

Para quem sofreu ou está sofrendo sextortion, há alguns passos a serem tomados. Colete o máximo de informações possíveis: prints de conversas, áudios, eventuais URLs que contenham seu conteúdo íntimo compartilhado e tudo o que puder identificar quem estiver cometendo esse crime contra você.

Procure auxílio em uma delegacia, de preferência as especializadas em crimes digitais. Caso não tenha uma na sua cidade, a delegacia mais próxima poderá fornecer as devidas orientações. Outra recomendação é tentar fazer um boletim de ocorrência digital.

Notifique os responsáveis pelos serviços no qual o conteúdo íntimo está sendo divulgado: sejam redes sociais, provedores de e-mail ou sites de relacionamento, as empresas sempre tiveram uma preocupação muito grande em manter a conformidade com a lei. É de interesse do provedor remover o quanto antes esse tipo de conteúdo.

E claro, busque apoio: quem deve sentir a culpa é quem trai a confiança e comete o crime. Não se culpe por ser vítima. Conte com pessoas que você confie e possa falar sobre o caso. A própria SaferNet possui um canal de acolhimento chamado HelpLine, que pode ser acessado por e-mail, 24 horas por dia, ou chat (segunda a quarta, das 14h às 18h, e quintas e sextas, das 9h às 13h).

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