Trans chamada de Fofão consegue médico para tirar silicone industrial do rosto

Juju Oliveira repercutiu nas redes sociais após fazer um apelo para ser tratada com mais respeito

Juju Salimeni é uma mulher trans de Passo Fundo, cidade do Rio Grande do Sul. Recentemente, ela viralizou nas redes sociais pedindo em um vídeo para ser tratada com mais respeito . A gaúcha contou que ficou com o rosto inchado após uma aplicação de silicone industrial e as pessoas começaram a chamá-la de Fofão, por causa do personagem do Balão Mágico. 

Juju Oliveira consegue médico para corrigir o inchaço causado pelo silicone industrial
Foto: Reprodução/Instagram
Juju Oliveira consegue médico para corrigir o inchaço causado pelo silicone industrial

Em entrevista ao jornal Extra, Juju disse que não gravou o vídeo para pedir ajuda, e até recusou uma proposta de vaquinha virtual. Mas, após a repercussão, ela conseguiu o apoio de um médico que vai tentar reverter os danos causados pelos 250 ml de silicone industrial no rosto. "Agora, os médicos me disseram que podem me ajudar a retirar o produto do rosto. Se vou voltar a ser a mesma de antes, não garantem", disse. 

Juju contou que fez o procedimento estético porque queria uma harmonização facial, mas acabou sendo enganada. "Tive minha culpa também por confiar numa pessoa que fugiu sem deixar pistas, um nome e um endereço. Se eu soubesse quem é de verdade, eu mesma teria denunciado", ela contou. 

A gaúcha é garota de programa e falou que trabalhar ficou muito mais difícil para ela após o inchaço no rosto. "Antes eu fazia por dia nove programas, agora, no máximo três. Isso porque tem clientes que não me olham como uma aberração, com preconceito. Sabem que estou inchada. Mas a maior parte não quer saber", revela. Agora, Juju diz que tudo o que deseja é a reversão do procedimento. "Não preciso nem ficar bonita. Pedi ao médico para tirar esse inchaço para que nunca mais eu seja chamada de Fofão. E não é pelo personagem, a comparação. Eu só quero viver de novo como uma pessoa normal. Mas digo, quanto mais batem nas minhas costas, mais eu sobrevivo", ela conclui.