Tamanho do texto

Encontro TeiaGNT gera debate de qualidade de temas atuais e relevantes, como direitos iguais para homens e mulheres

Coragem, empatia e coletividade. Os três temas que davam o tom do TeiaGNT, evento criado pelo canal para gerar reflexão sobre temas atuais e relevantes, inspiraram um debate de qualidade sobre temas atuais, relevantes e necessários.

No auditório lotado do Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, na quinta-feira (2), nomes de destaque discutiram feminismo, empoderamento feminino, empatia, sororidade, igualdade de direitos entre mulheres e homens e ‪coletividade. 

TeiaGNT: debate sobre empoderamento feminino e igualdade de gênero
Divulgação
TeiaGNT: debate sobre empoderamento feminino e igualdade de gênero


Respeito a todas as mulheres

Nesse ambiente, a jornalista Adriana Carranca falou sobre sua experiência com mulheres de outras culturas. Autora do livro "Malala, a menina que queria ir para a escola", Adriana conviveu com a jovem e outras mulçumanas. Foi nessa época que ouviu de uma delas que era um absurdo que as brasileiras fossem tão reféns de plásticas e intervenções invasivas. Para essas mulheres que cobrem corpo e rosto com o hijab, falta de liberdade é ter que se submeter a padrões estéticos para ser socialmente aceita como bela . Interessante (e anotado)!

Teve Babi Souza, do movimento Vamos juntas?, incentivando mulheres a oferecer companhia e apoio às outras; Carol Marra, que quebrou barreiras como a primeira modelo transgênera nas passarelas do Brasil; Juliana de Faria, criadora das campanhas ‘Chega de Fiu Fiu’ e ‘Primeiro Assédio e fundadora da ONG ‘Think Olga’, com foco em direitos das mulheres; e muito mais.

Assédio a jornalistas

E o evento foi além: levou Nadine Gasman, M.D., PH.D é a representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil, e Isabel Clavelin, jornalista e assessora de Comunicação da ONU Mulheres Brasil.

Foi nesse ambiente que elas esclareceram ao Delas o caso de assédio sexual contra uma repórter do Portal iG  e ponturram como essa experiência marca a carreira de tantas jornalistas no Brasil. "Se a mulher diz 'não', é não. Os homens, especialmente, têm de entender que as duas partes precisam concordar. Se uma delas não concorda, é assédio, é violência", informou Nadine.

"Tenho conversado com muitas jornalistas e vejo que a reação quase geral delas nesses casos é: 'Não vou dar bola'”, lamenta. “Está errado. Essas mulheres têm de ser cuidadas e acompanhadas para verificar se ficou algum trauma. É sua carreira e independência que estão em jogo."

Violência contra a mulher

Para encerrar o encontro, Marcelo Tas anunciou a exibição do filme inédito "Vidas Partidas", estrelado pela atriz Naura Schneider, que também estava presente. O longa, dirigido por Marcos Schechtman,  narra a história do casal Graça e Raul, um professor que, aos poucos, torna-se agressivo e possessivo com a esposa, resultando em frequentes cenas de violência doméstica. Os números são alarmantes, destacou a atriz: a doze segundos uma mulher é vítima de agressão e a cada uma hora e meia uma mulher é morta.

Promover esses espaços é fundamental para melhorar o entendimento sobre assuntos tão importantes. E, quanto mais se fala, mais reflexão e compreensão existe sobre o que precisa mudar na sociedade. A gente não pode se calar. Parabéns ao Teia!

Tas debate 'Vidas Partidas' com a atriz Naura Schneider, o diretor Marcos Schechtman e a representante da ONU Mulheres Brasil Nadine Gasman
Divulgação
Tas debate 'Vidas Partidas' com a atriz Naura Schneider, o diretor Marcos Schechtman e a representante da ONU Mulheres Brasil Nadine Gasman