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Depois das grandes emoções que vieram com as águas de março, abril vai chegar meio sem graça, com cara de que não dá para perceber em que direção as coisas vão caminhar

Cuidado com o final do mês, quando Marte ficará retrógrado
Arte iG
Cuidado com o final do mês, quando Marte ficará retrógrado

Caiu! Primeiro de abril!!!

Pois é. O começo de abril pode nos deixar um pouco atrapalhados, com medo de ter caído em uma armadilha boba daquelas que não só são permitidas como são quase obrigatórias no “dia da mentira”.

Depois das grandes emoções que vieram com as águas de março, um mês movimentado por dois eclipses e ainda pelo Ano Novo astrológico, abril vai chegar meio sem graça, com cara de que não dá para perceber em que direção as coisas vão caminhar.

Mas é muito bom que ninguém esqueça de que é exatamente no período em que as águas abaixam que a terra está macia, pronta para ser revolvida e para receber as sementes de uma nova colheita. Plantação mesmo, só a partir do dia 20, quando o Sol entrar em Touro e anunciar um tempo mais fértil, iluminado pela luz mais bonita do ano.

Marte retrógrado

É interessante notar que Marte, o deus da guerra e o pavio que detona as grandes explosões, começa e termina o mês no mesmo lugar do céu. Não é que ele tenha ficado parado, não. A paralisia de Marte é só uma ilusão de ótica. No dia 18, ele vai começar aparentemente a andar para trás e só volta ao movimento direto no começo de julho.

Quando um planeta rápido entra em movimento retrógrado, ele passa a se comportar como o planeta lento com quem tem afinidade. No caso de Marte, este planeta é Plutão.

Enquanto ele estiver aparentemente andando para trás, seu impulso combativo e sua fome por grandes batalhas vão estar voltados para questões mais profundas e vão exigir reformas de base. Quem for capaz de dirigir esta energia para o mundo interno pode avançar muito. Se não, vai ter de lidar com um mau humor horrível.  

Isso acontece porque ele está sendo movido pelo combustível explosivo de Sagitário, que é um signo de fogo, mas em desarmonia com Netuno, que é o planeta que nos indica o caminho para se alcançar um estado de espírito mais suave e mais compassivo, capaz de construir uma sociedade mais justa. O caminho da utopia pode dar a impressão de estar cada vez mais distante. 

Dança das cadeiras no céu

Mas antes disso, vamos ter, no dia 5, uma espécie de dança de cadeiras celeste com Vênus, que estava e Peixes, entrando e Áries e Mercúrio, que estava em Áries, entrando em Touro. Essa troca vai interferir profundamente nos relacionamentos. O coração vai ficar mais audacioso, mas a língua muito mais travada. Mais lenta, e mais apropriada para a poesia.

No dia 7, chega a Lua Nova. O Sol, a Lua e Urano reunidos em Áries  vão reativar aquela quadratura com Plutão que estava virando o mundo de cabeça para baixo e que já está se desmanchando. Como se a Lua Nova chamasse por uma revolta que está cada vez mais fraca.

Menos mal que Saturno, no signo de Sagitário, interfere nessa configuração e nos ajuda a perceber que essa revolta tem um colorido infantil, que agrada aos jovens, mas precisa passar pela peneira fina da realidade.

Netuno também anda para trás

No dia 13, chega a hora em que Netuno começa aparentemente a andar para trás. Como Netuno já é lento, sua retrogradação não faz grandes diferenças, mas no dia 18 é Marte que vai nos obrigar a cultivar a virtude da paciência.

Não estranhe se tudo parecer estar andando mais devagar. Se for possível, tente relaxar um pouco e surfar nesta onda mais tranquila. Interessante é que Plutão também entra em movimento retrógrado, mas, assim como no caso de Netuno não altera visivelmente a realidade.

Momento de mudanças

É no dia 19 que as coisas mudam de figura. O Sol entra em Touro e  inaugura um tempo em que a calma vale mais que a pressa. A questão é que Vênus, a regente deste signo, ainda está em Áries, de braço dado com Urano e em quadratura com Plutão.

Se antes foi a “dança das cadeiras”, agora a brincadeira do céu é um verdadeiro “cabo de guerra” emocional com o Sol e Mercúrio pedindo calma para as paixões violentas, que são despertadas pela tensão entre Vênus e Plutão.

A tensão diminui um pouco no dia 22, quando a Lua Cheia que opõe o Sol em Touro com a Lua em Escorpião abre o portão que une o mundo manifestado do mundo não manifestado.

É o tempo do Vesak, a grande festa budista. Diz a tradição que Buda nasceu, morreu e se iluminou na Lua Cheia de Touro. Visitar um mosteiro budista e meditar um pouco por lá pode ser o bálsamo necessário para curar o estresse e as feridas emocionais que vieram no mês de março.  

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