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Enfermeira que cuida de mulheres vítimas de violência doméstica em hospital vira personagem de campanha após sofrer agressão do ex-companheiro

A enfermeira Thaís Antunes Betin trabalha diretamente no atendimento a mulheres vítimas de agressões, fazendo levantamentos que buscam traçar o perfil dos agressores. A violência, para ela, já fazia parte do dia a dia, na história das pacientes atendidas. Mas a profissional não imaginava que ela mesma pudesse ser a vítima.

Não Devemos Maquiar a Realidade é inspirada em enfermeira que sofreu agressão
Reprodução
Não Devemos Maquiar a Realidade é inspirada em enfermeira que sofreu agressão


Há alguns meses, Thaís reuniu forças para contar o que aconteceu para os colegas de trabalho do Hospital do trabalhador, em Curitiba, e ficou surpresa com o apoio que recebeu inclusive da instituição.

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O hospital entrou na luta contra a violência sofrida pelas mulheres e lança uma campanha de conscientização. "Quando vivi uma agressão física do meu ex-companheiro, só aí, a gente realmente sente o que a agressão traz. Um trauma, uma dor, um choque", lembra ela, que inspirou a campanha batizada de “Não Devemos Maquiar a Realidade". No vídeo, Thaís aparece maquiada, com as marcas da violência cobertas. Enquanto limpa o rosto, ela exibe os hematomas e lágrimas escorrem.

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Thaís decidiu dividir a experiência em um vídeo, que busca encorajar outras mulheres a fazerem a denúncia. "Estou incentivando para que as mulheres denunciem os agressores, busquem ajuda porque sozinha elas não conseguem. Quando você fica quieta, sofre a violênica e não conta para ninguém e continua com o agressor, é muito difícil", conta.

O Hospital do Trabalhador tem um Centro de Estudos sobre a violência contra a mulher. Segundo o diretor da instituição, Geci Souza Junior, é importante incentivar a denúncia sobre este tipo de crime, que muitas vezes acaba caindo nas estatísticas erradas.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, e você não precisa ser a vítima para denunciar. Em casos urgentes, é possível chamar a polícia, pelo 190 ou a Guarda Municipal, pelo 153.






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