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“É importante que o indivíduo entenda que a parte de sofrer não vai ser extinta. Há tratamentos e trabalhos que vão fazê-lo se sentir melhor", explica psicóloga

Se você sofreu demissão recente ou está preocupado com seu futuro profissional, a hora é de desenvolver um olhar otimista sobre as dificuldades e praticar a resiliência, a tão propalada capacidade de resistir e lidar bem com a adversidade ou crise. Esta é a visão e a instrução da Psicologia Positiva, um método ainda embrionário no Brasil, já popular nos Estados Unidos e Europa, que será tema de um Simpósito Latino Americano, realizado nestas quarta e quinta-feira pelo Instituto Internacional de Psicologia Positiva no Rio de Janeiro.

Evento no Rio discute a psicologia positiva
Reprodução
Evento no Rio discute a psicologia positiva


Além de apresentar resultados de projetos em empresas, escolas e clínicas, a contribuição desse ramo da Psicologia para as áreas de treinamento e desenvolvimento, aplicada ao Coaching, saúde emocional e na potencialização de talentos, é um dos enfoques 

“É importante que o indivíduo que sofra sob influência de algum tipo de estresse, tristeza, depressão, entenda que a parte de sofrer não vai ser extinta. Há tratamentos e trabalhos que vão fazê-lo se sentir melhor e dar forças para continuar e não parar. Para isso, é necessário o estímulo dos pontos bons do ser humano, o incentivo ao olhar positivo sobre os problemas, ocasionando um resultado mais otimista”, explica a psicóloga Mônica Portella.

Funcionário da Petrobras, Paulo Rogério, de 37 anos, começou a fazer há seis meses o trabalho de Coaching com a metodologia da Psicologia Positiva. Para ele, o mais interessante desse processo é trabalhar nos pontos positivos do profissional, quando o tradicional seria tratar os pontos fracos para melhorá-los. “Mas aí eu seria mediano naquilo que sou fraco. Então, a Psicologia Positiva foca em trabalhar meus pontos fortes para alcançar excelência”, afirma o administrador de empresas, que mudou sua vida profissional e se reposicionou no mercado. 

Foco maior nas qualidades 

Dretora do Centro de Psicologia Aplicada e Formação, Mônica explica que a diferença da Psicologia Positiva para a tradicional é que a nova abordagem retoma às missões desta especialidade propostas antes da Segunda Guerra Mundial. Como, por exemplo, estudar o talento, forças, experiências, qualidade de vida das pessoas. 

“Pode-se dizer que a Psicologia tradicional focou na doença e não no saudável. Já a Psicologia Positiva tende a trabalhar mais as qualidades que o indivíduo já apresenta e o faz procurar alcançar ainda mais a felicidade, a resiliência, a paciência, entre outros adjetivos para atingir o nível de ser humano desejado”, comenta. As consultas são feitas uma vez por semana e a pessoa traça metas, como querer aumentar a felicidade e a resiliência.

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