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Movimento propõe que mulheres façam companhia a desconhecidas na volta para casa e faz sucesso no Facebook

Babi Silva e Vika Schmits, da página 'Vamos Juntas?'
Arquivo pessoal
Babi Silva e Vika Schmits, da página 'Vamos Juntas?'

É uma sensação de alívio quando uma mulher está voltando para casa à noite, sozinha, numa rua pouco movimentada, e percebe que o barulho de passos logo atrás dela é de outra mulher. Foi numa dessas voltas do trabalho, quando sentia-se insegura em seu trajeto habitual em Porto Alegre, que a jornalista Babi Silva, de 24 anos, teve a ideia de criar um movimento para que mulheres na mesma situação começassem a dar passos lado a lado. “Percebi que tinham muitas mulheres sozinhas no escuro, no mesmo lugar, talvez se sentindo como eu”, conta ela.  

Babi compartilhou sua ideia de sororidade (união entre as mulheres) no Facebook num card feito pela amiga designer Vika Schmits e o movimento ganhou força. “As pessoas acabaram publicando (o card) e compartilhando em alguns grupos fechados de mulheres. A repercussão foi tão grande que a gente criou a página ‘Vamos Juntas?’”, explica Babi, que diz que a ideia é fruto de seu interesse e estudo na área de colaborativismo.

Com 48 horas no ar, a página “Vamos Juntas?” já tinha 10 mil curtidas e em poucos dias ultrapassou a marca de 100 mil. Mulheres de todo o País na mesma situação de insegurança passaram a compartilhar suas histórias na página, que precisou de reforço para dar conta do volume de depoimentos. Stephanie Evaldt juntou-se a Babi e Vika para administrá-la. “É algo que propõe uma solução real a esse problema e por isso tem uma aderência grande”, diz Babi sobre o sucesso instantâneo.

Quando sair do trabalho ou da faculdade, olhe para o lado. Mulheres que caminham juntas, vão mais longe e com mais segurança. E de bônus ainda podem ganhar uma nova amiga.

Veja na galeria alguns depoimentos publicados na página “Vamos Juntas?” 


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