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“Mulheres Incompartilháveis” conscientiza sobre gravidade de ato conhecido como pornografia de vingança

Nos últimos dois anos, o número de meninas e mulheres que tiveram fotografias e gravações íntimas publicadas sem consentimento quadruplicaram no Brasil, de acordo com dados informados pela ONG SaferNet.

Campanha
Divulgação
Campanha "Mulheres Incompartilháveis" da Prefeitura de Curitiba

Para aletar sobre esta violência, a Secretaria da Mulher da Prefeitura de Curitiba lançou a campanha “Mulheres Incompartilháveis”, criada pela agência Master. A ação acontece via WhatsApp, aplicativo no qual costumam acontecer os vazamentos. Imagens e vídeos mostram imagens borradas que servem de iscas para chamar atenção dos usuários

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“Estudamos o funcionamento dessas publicações e percebemos que a imagem borrada que aparece na tela do aplicativo, antes de as pessoas fazerem o download do vídeo, é muito provocativa e desperta a curiosidade. Resolvemos usar isso a nosso favor”, diz Marcelo Romaniewicz, VP de Planejamento da Master.

Com o mote “Se não é para você, é melhor nem ver”, a ação tem como objetivo incentivar a denúncia e consicientizar a população de que o autor das imagens e pessoas que compartilham essas peças podem ser responsabilizadas pela prática. 

As vítimas ou testemunhas de pornografias de viganças podem denunciar o ato pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados.

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