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Um Olhar Astrológico

Monica Horta é jornalista e astróloga

Jornalista e astróloga, Monica Horta é autora do livro “Aniversários – Um Olhar Astrológico sobre a Vida”

O horóscopo não mudou

Ao contrário do que astrônomos afirmaram essa semana, o movimento da Terra não alterou os signos do Zodíaco

14/01/2011 16:24

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Foto: Getty Images Ampliar

O signo astrológico não tem a ver com a constelação que lhe deu o nome e sim com as estações do ano

Um grupo de astrônomos do Planetário de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriu que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês. Com isso, eles afirmam que os signos do zodíaco mudaram e até um outro signo seria criado.

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O complicado é quando os pesquisadores resolvem se apoiar nessa descoberta astronômica para dar palpite sobre uma área que eles desconhecem: a astrologia. “Quando [os astrólogos] dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”, disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium Society à revista "Time".


Segundo ele, o signo astrológico é determinado pelo sol no dia em que a pessoa nasceu, e por isso o horóscopo atual estaria desatualizado. Mas seria muito melhor dizer que tudo o que os astrônomos sabiam sobre a astrologia está errado.

Os astrônomos, como muitas pessoas, acham que signo astrológico tem a ver com a constelação que lhe deu o nome. Pois é, não tem. Os signos astrológicos têm a ver com as estações do ano.. Quando os antigos diziam que “fulano nasceu no tempo de Capricórnio”, estavam dizendo apenas que “fulano nasceu no começo do inverno”.

Há seis mil anos, quando aparecem os primeiros registros astrológicos no hemisfério norte, o primeiro dia do inverno coincidia com a entrada do Sol na direção do signo de Capricórnio. A constelação era apenas uma referência para o início de um tempo em que a vida ia ficar mais difícil e a natureza mais hostil.

Mesmo aqui, no hemisfério sul, as pessoas que vivem da agricultura sabem que no tempo de Capricórnio é muito difícil plantar. É daí que vem a ideia de que quem nasce nesse tempo sabe lidar com as dificuldades e leva a vida muito a sério.

Os astrólogos sabem muito bem que hoje as constelações não estão no mesmo lugar. Por causa de um fenômeno de nome tão bonito quanto complicado – a precessão dos equinócios – as constelações vão como que escorregando no céu e já estão longe do lugar em que estavam quando o conceito de signo foi estabelecido. Mas ninguém precisa se preocupar muito com isso.

Do nosso limitado ponto de vista, as constelações podem mudar de lugar, mas as estações do ano continuam as mesmas. É como se você mora perto de uma padaria e a padaria sair da sua rua: você não vai continuar morando no mesmo lugar?

O mundo moderno conseguiu alterar o clima, mas ainda não perturbou o passo do Sol. É ele que determina o calor ou o frio, a abundância ou a miséria, as grandes secas e as grandes inundações. Mais do que isso, determina as mudanças de luz que colorem o mundo, a cor e o brilho da luz que cada ser humano vê no dia em que nasce. É a natureza dessa luz que determina a qualidade do dia do nosso nascimento.

Na originalidade da luz de cada dia está o coração do mistério astrológico: a ideia de que o tempo tem qualidade e de que tudo o que nasce em um determinado momento fica impregnado por essa qualidade. É a luz desse conhecimento que parece estar faltando aos nossos amigos astrônomos.

Sobre o articulista

Monica Horta - horta.monica@gmail.com - Jornalista e astróloga, Monica Horta é autora do livro “Aniversários – Um Olhar Astrológico sobre a Vida”

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