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Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

Troca de casais: será que você está preparada?

Para os mais inseguros, Fátima Protti recomenda uma análise realista prévia

21/11/2011 12:50

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Foto: Getty Images Ampliar

Fátima Protti: "Fantasiar com outros é diferente de viver a realidade"

"Tenho 10 anos de casada e recentemente meu marido sugeriu fazer sexo a três ou com outro casal. A ideia me excita, mas tenho medo de ser deixada de lado na 'hora H', de sentir ciúmes ou me arrepender ao vê-lo transar com outra. O que devo fazer? Tenho vontade e quero satisfazê-lo.”

O número de casais que pensam em driblar a rotina com a prática do swing (troca de casais) e do ménage à trois (sexo a três) está aumentando no Brasil. Para melhorar a vida sexual eles procuram clubes especializados, motéis ou festas particulares onde esse tipo de envolvimento acontece.

Casais mais jovens e despojados frequentam as chamadas “baladas liberais”, um espaço que oferece a diversão de uma boate convencional e o sexo com outras pessoas casadas ou que namoram. Parece que há um consenso entre os adeptos que essa é uma maneira de explorar melhor a sexualidade e evitar a traição – já que os arranjos sexuais são feitos de comum acordo.

Mas não são todos os casais que lidam bem com o swing ou o ménage. A proposta geralmente parte do homem e, na maioria das vezes, a mulher recusa. É a insistência do parceiro que a faz ceder. E aí aparecem os problemas.

Fantasiar com outros é diferente de viver a realidade, porque não temos o controle total das emoções. Muitos casamentos terminam depois da tentativa porque os parceiros não estavam preparados psicologicamente e emocionalmente para viver o “depois” do sexo aberto.

Aqueles que optam por curtir uma transa diferente precisam abrir mão da exclusividade sexual, o que para a maioria não é fácil. Além disso, é necessário entender que o swing não é o momento para se relacionar afetivamente, mas existe o risco de se interessar por alguém por conta da intimidade compartilhada.

Pessoas inseguras e com baixa autoestima sinalizam problemas futuros. Qualquer atitude do parceiro pode provocar ciúmes ou sentimentos de autodesvalorização inibindo sua participação no sexo. Neste caso é recomendável que a realização das fantasias fique restrita ao casal.

No consultório oriento esses casais a revelar suas fantasias, discutir sobre os limites de cada um, visitar uma casa de swing e se imaginar transando. Depois do exercício, muitos recusam a experiência.

O swing ou qualquer outro tipo de sexo grupal não deve ser usado para resolver problemas de falta de desejo, conflitos e rotina sexual. É de extrema importância que o casal tenha um relacionamento sólido, cumplicidade, excelente comunicação e saiba desfrutar dos prazeres sexuais para encarar a aventura.

Visite o site oficial da sexóloga Fátima Protti

Sobre o articulista

Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

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