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Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

Quero brincar de “Cinquenta Tons de Cinza”

A sexóloga Fátima Protti conta como inserir fetiche na relação

01/10/2012 17:29

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“Fátima, acabei de ler “Cinquenta Tons de Cinza” e fiquei com vontade de propor brincadeiras de sadomasoquismo ao meu marido. Mas tenho medo da reação dele, ele é um pouco conservador. Como faço para propor isso sem assustá-lo?”

Para começar, o casal precisa tratar os assuntos sexuais com naturalidade. Os dois precisam se sentir à vontade, sem medo do julgamento e da condenação. Caso contrário, qualquer proposta fica difícil de ser feita, principalmente quando as fantasias envolvem dominação e submissão.

A dominação e a submissão aparecem num tom sutil durante a transa comum. São atitudes que se alternam, passam despercebidas por meio dos comportamentos passivo e ativo, sendo alimentadas pelos desejos e fantasias do casal.

Foto: Getty Images

Romance sadomasoquista atiça imaginação de leitora



Para algumas pessoas vivenciar o sexo com tons fortes é ameaçador, principalmente quando há preconceitos. É preciso entender que essa brincadeira está longe de ser uma parafilia, ou seja, prática sexual que provoca sofrimento e humilhação. Ela é apenas outra forma de ter prazer.

Para as mulheres, a fantasia de ser dominada tem um sentido de poder, ser sexualmente irresistível. Ser possuída ou praticar um sexo selvagem lhe dá a possibilidade de se libertar de certas amarras morais e religiosas para viver um prazer maior, mesmo que depois apareça alguma culpa.

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Durante as brincadeiras, o imprevisível e a falta de controle por estar presa com algemas ou vendada gera medo, mas também muita excitação. E por outro lado, usar o corpo e a sensualidade para seduzir e dominar o “seu homem” para satisfazer os seus desejos é uma fonte poderosa de emoções.

A fantasia é uma maneira de viver algo diferente. Criamos outra identidade para viver o que é erótico, mas proibido na realidade. Brincando de faz de conta realizamos os desejos e aliviamos as tensões.

Na brincadeira de dominar e ser dominada, alguns acessórios são indispensáveis, como algemas, lenços de seda para amarração, chicotinho e vendas. A transa pode ter uma pegada forte ou incluir doses de romantismo. A intensidade com que se vive o jogo erótico deve ser combinada entre os pares. Um parceiro confiável e um código pessoal claro ajudam na dosagem e tornam a brincadeira segura e consensual.

Apesar do fator “surpresa” ser excitante, ele também pode causar uma reação aversiva. Portanto, cara leitora, que tal apresentar aos poucos suas fantasias para o marido? Crie brincadeiras com as vendas, e depois tente as amarras. Nesse crescente vocês ficarão à vontade para comunicar suas fantasias e limitações.

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Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

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