iG Delas

Colunistas

enhanced by Google
 

Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

O sexo tem espaço na sua agenda?

“É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos”

30/08/2011 14:41

  • Mudar o tamanho da letra:
  • A+
  • A-
Compartilhar:

Foto: Getty Images Ampliar

Cansados demais para o sexo?

São muitos os fatores que levam um casal a diminuir a frequência sexual nos primeiros três anos de convivência. Impossível não notar, porém, que a sobrecarga de atividades afeta diretamente o relacionamento íntimo. Por conta das agendas lotadas acaba sobrando pouco tempo e energia para o sexo.

O desencontro sexual passa a ser motivo de frustrações e desentendimentos. Os casais querem sim um bom sexo – como curtir fantasias, carícias e relações mais intensas –, mas acabam caindo na armadilha da “rapidinha”, que é a transa ligeira e sem muito empenho das partes.

A vida moderna nos faz crer que a quantidade de atividades que exercemos reflete a nossa utilidade e reconhecimento social – quanto mais, melhor. Achamos bacana comentar com os amigos a respeito dessa agitação e até nos sentimos estranhos quando temos tempo para relaxar.

O sexo exige disposição, bem-estar e desligamento das coisas do mundo. Muitos procuram a aproximação armando encontros com os amigos, o que não é eficiente. Isso pode realmente gerar momentos de muita descontração, mas não prepara os pares para um encontro sexual. É mais comum os dois chegarem cansados em casa depois de uma noitada, com sono, e até alcoolizados. Então só resta deitar e dormir.

O casal precisa incluir em sua vida semanal momentos para curtir juntos, como um bom papo, uma taça de vinho e muitos carinhos. É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos, quando tudo era novidade. É preciso entender que, após algum tempo de união, as pessoas precisam de estímulos para a motivação sexual e, dessa forma, o tempo para namorar é a melhor receita para manter o interesse.

A maioria dos casais entende o casamento como uma finalização do namoro, mas não é. Com o passar do tempo, boa parte do que havia no namoro vai se perdendo, como o beijo na boca, por exemplo. Aliás, o beijo é um ótimo termômetro: na medida em que ele diminui, a aproximação sexual também tende a cair.

Leia Também:
A importância do beijo nos relacionamentos amorosos

Visiste o site oficial da sexóloga Fátima Protti
 

Sobre o articulista

Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

» Mais textos deste articulista

    Notícias Relacionadas


    Ver de novo