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Sexóloga e colunista do Delas lembra: um único aspecto não é o bastante na hora da transa; sintonia e pegada vêm primeiro na opinião da maioria das mulheres

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É só abrir a caixa de e-mails para se deparar com uma quantidade absurda de anúncios oferecendo bombas, remédios, prolongadores, cirurgias, hormônios e exercícios para aumentar o pênis. A mídia vende a ideia de que para ter um bom desempenho sexual o tamanho é fundamental. Muitos médicos garantem que não existem tratamentos eficazes.

Para a maioria das sociedades o tamanho do pênis sempre esteve associado à força e à virilidade, formando assim o imaginário masculino.

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Porém, segundo urologistas, não é o comprimento que dá maior excitabilidade para a mulher, mas a circunferência por causa dos receptores sensoriais localizados principalmente, no primeiro terço da entrada da vagina.

Esse dado vai de encontro a um estudo internacional realizado em 2001 que concluiu que as mulheres se sentem melhores estimuladas não pelo comprimento, mas pela circunferência do pênis. É a largura que dá a sensação de preenchimento.

Tenho relatos de mulheres que não gostaram de transar com homens com pênis avantajado, porque eles se garantiram no tamanho, deixando todo resto a desejar: sintonia, pegada, tempo no sexo, variados estímulos. Outras, relataram certo incômodo ou desconforto.

Mas, há mulheres que preferem um pênis grande, assim como existem homens que gostam de mamas fartas. Porém, um único aspecto não é o bastante na hora da transa.

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A preocupação com o tamanho, que para muitos homens beira à obsessão, está também presente entre os jovens. Recentemente, um rapaz de 18 anos injetou hidrogel no pênis e morreu . A substância é utilizada para aumentar e preencher o volume corporal e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem restrições ao uso do produto.

Em 2009, dados obtidos através do serviço Disque-Adolescente, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, revelaram que 50% dos jovens estão insatisfeitos com o tamanho e/ou aspectos do pênis.

As primeiras experiências sexuais do jovem geralmente são acompanhadas de medo e inseguranças. A ideia de que o tamanho supra a própria inexperiência pode ser para ele reconfortante.

Sabemos que para o homem, independente da faixa etária, de nada adianta dados de pesquisas, explicações de médicos, relatos de parceiras ou das mulheres em geral. O fato, é que a grande maioria gostaria de ter o seu pênis maior e isso pode levar a experimentos trágicos ou a resultados que deixarão sequelas para o resto vida.

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Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal. Pós-graduada pela USP e autora do livro "Vaginismo, quem cala nem sempre consente". Escreva para a colunista: delas_amoresexo@ig.com.br .

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