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Colunista do Delas fala sobre essa prática que, entre casais heterossexuais, ainda é permeada por muitos preconceitos

“Sou casada há oito anos com um homem maravilhoso e construímos uma vida juntos. Mas, no sexo, ele gosta do convencional. Eu tenho a fantasia de transar com ele fazendo a inversão e chego ao orgasmo só de me imaginar penetrando ele. Como faço para dizer isso a ele? Tenho medo que ele me odeie. Por favor, me ajude a entender isso e a realizar essa vontade.”

A inversão dos papéis na cama é uma prática ainda permeada por preconceitos, tanto por parte dos homens quanto das mulheres, entre os casais heterossexuais.

Para o homem, o toque e a estimulação na região anal nem sempre são bem recebidos. O prazer que essa estimulação proporciona vem sempre associado com a ideia de uma homossexualidade, mesmo não havendo o desejo sexual por outro homem. Imagine então pensar ser penetrado.

Além disso, a prática inverte os papéis definidos socialmente, dando à mulher, na hora H, o sentido de poder e controle (ativa), enquanto o homem se deixa levar na situação (passivo). Para certas pessoas a inversão, apenas como fantasia, não funciona como estímulo erótico.

O fato é que a brincadeira não altera os papéis exercidos pelo casal no cotidiano e nem suas preferências sexuais. Ela é mais uma forma de obter satisfação e mexer na rotina sexual do casal. Para cumprir com esse objetivo a brincadeira não deve ser frequente.

Para a prática existem no mercado alguns modelos de cinta peniana – com pênis coloridos feitos de silicone, em tamanhos variados, com ou sem vibração – que é ajustada na cintura da mulher.

Cara leitora, como sempre digo em minha coluna, explorar o assunto com o (a) parceiro (a) antes da prática é a melhor maneira de evitar constrangimentos e conflitos posteriores.

Iniciar com a estimulação tátil na região do períneo e do ânus do seu parceiro pode ser o começo. Logo você saberá se ele rejeita ou aceita o contato. Filmes pornôs com essa temática podem ajudar a desenvolver o assunto e cada um pode falar sobre seus limites e consequências.

Caso ele rejeite a brincadeira, o jeito é você se contentar com a fantasia durante a transa ou criar junto com ele uma nova fantasia.

++ Veja a seguir as fantasias sexuais mais comuns entre as mulheres:


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Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal. Pós-graduada pela USP e autora do livro "Vaginismo, quem cala nem sempre consente". Escreva para a colunista: delas_amoresexo@ig.com.br .

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