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Mirna Zambrana

Construa e reforme com planejamento

Mirna Zambrana é formada em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie. Sócia de Aurélio Martinez Flores, tem vasta experiência em projetos residenciais e comerciais

Escolha o tamanho do revestimento cerâmico

Vantagens e desvantagens de cada formato

23/02/2012 06:50

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Foto: Getty Images Ampliar

A escolha do piso certo pode facilitar nos recortes, na agilidade da obra de na redução dos gastos

São muitas as questões na hora de escolher o revestimento dos pisos cerâmicos ou porcelanatos. Não são apenas o desenho impresso na peça ou a ausência dele, a cor ou o PEI (índice de resistência à abrasão do piso) que geram dúvida, mas também o tamanho. Os formatos aumentam cada vez mais. E torna-se tentador comprar aquele piso de 90 x 90 cm cujo custo, há cinco anos, não cabia no orçamento.

Mas para esta ou outra opção é importante analisar qual dimensão melhor se adequa a cada situação. Podemos começar com três questões básicas:
- Em que espaço que será usado, pequeno ou grande?
- Qual o formato da planta, é um retângulo ou tem paredes em ângulo?
- Qual a finalidade do local? Se existirá ralo, haverá necessidade de caimento para um ponto.

Esses itens têm de ser pensados individualmente e em conjunto. Exemplo:
- Se um lavabo tem largura de 130 x 150 cm, escolher um piso de 120 x 90 cm acarretará num recorte lateral de 10 cm, ou 30 cm. Para essa largura é mais indicado um tamanho menor, como 45 x 45 cm. Não que assim fique sem recorte, mas chamará menos atenção.

Outra observação importante no caso do nosso exemplo é a dificuldade de fazer o caimento para o ralo com as poucas peças 120 x 90 cm, necessárias para cobrirem essa área. A solução mais eficiente para escoamento de água, quando se trata desse tamanho de piso, é adotar uma grelha ou ralo linear.
Quando o cômodo é grande, o recorte fica menos perceptível. Espaços menores exigem planejamento minucioso.

Uma das vantagens dos formatos grandes é a rapidez do serviço, uma vez que haverá menos peças para alinhar e assentar. Muito embora seja necessário passar a argamassa tanto no piso quanto embaixo da placa. Se existirem muitos recortes, o tempo economizado será perdido na tarefa de corte e a possibilidade de perda do material será aumentada. O que geralmente ocorre quando a planta não é um retângulo e as paredes são em curva ou formam ângulos diferentes de 90°.

Além do mais, a quebra de uma peça grande levará a um prejuízo maior do que uma pequena, mais fácil de contabilizar nos 10% a mais comprados inicialmente. Um grande curinga para evitar recortes e solucionar questões de caimento é a pastilha, versátil em seu formato pequeno, a partir de 1 x 1 cm.

Mas como na construção não existe solução mágica, a pastilha exige colocação exímia, sob pena de ficar desalinhada ou soltando ao longo da vida. Dependendo do produto, a junta pode ser mínima, mas com certeza serão muitas. Nesse quesito as peças grandes levam imbatível vantagem.
 

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Sobre o articulista

Mirna Zambrana - jbianchi@ig.com - Mirna Zambrana é formada em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie. Sócia de Aurélio Martinez Flores, tem vasta experiência em projetos residenciais e comerciais

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