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Coisa de Pele

Adriana Leite escreve sobre beleza e pele

O mito do Botox

Dermatologista explica as diferenças entre a toxina botulínica e preenchedores

05/11/2010 20:33

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Atualmente tenho observado uma ressalva freqüente por parte dos meus pacientes: Eles já chegam ao consultório dizendo que não querem fazer "Botox" para não ficar com a expressão paralisada ou com a boca inchada como de algumas pessoas publicas.

Mas é importante esclarecer qual é a orientação correta para decidir se você é candidato a fazer um procedimento estético ou não.

Primeiro é necessário entender a diferença entre toxina botulínica (Botox, Dysport e Xeomin são as principais marcas) e os preenchedores (o ácido hialurônico é produto mais conhecido, mas há outras substâncias como hidroxapatita de cálcio, por exemplo).

De maneira simples e resumida, a toxina botulínica serve para relaxar a musculatura e assim reduzir a intensidade dos movimentos, atenuando linhas de expressão. A aplicação é feita em consultório, com anestesia em creme tópico. O efeito começa em torno de 48 horas e dura de três a seis meses em média. Pode ser reaplicado sempre que necessário e atualmente usamos nas linhas faciais, do pescoço, decote, para corrigir diferença na altura das sobrancelhas, entre outras indicações. Mas o produto não é injetado nos lábios, confusão frequente feita pelos pacientes.

E aí que entram os preenchedores que, como o nome já diz, servem para restabelecer volume, corrigir sulcos, depressões, cicatrizes. E o ácido hialurônico tem função de hidratação profunda da pele também, pois fixa água nas camadas mais profundas da pele. Portanto, usamos preenchedores no “bigode chinês", nos lábios, nas linhas de expressão (para "desamassar" a ruga), para corrigir lóbulos de orelhas ou o contorno facial.

As duas técnicas podem ser usadas em conjunto para complementar a harmonia do resultado final. Quando bem utilizados podem trazer uma renovação no visual de maneira uniforme, delicada e elegante.

Na hora da aplicação é fundamental observar o nome do produto que vai ser injetado pelo profissional e ter essa informação em mãos. Isso porque é muito frequente as pessoas não saberem o que usaram no passado, o que às vezes dificulta a escolha do tratamento adequado. E certifique-se também que o produto está lacrado e dentro da validade

Sobre o articulista

Adriana Leite - coisadepele@ig.com.br - Adriana Leite é dermatologista site: http://www.clinicaadrianaleite.com.br/

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