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Christian Ullmann

Sustentável é pensar no futuro

Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

A lâmpada certa

Conhecer as características de cada tipo de lâmpada é a melhor saída para economizar e ajudar o meio-ambiente

21/06/2011 16:31

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Foto: Getty Images Ampliar

A escolha da lâmpada deve levar em consideração também o descarte

No dia 18 de junho completou-se 110 anos que a lâmpada incandescente da estação de bombeiros de Livermore-Pleasanton, na Califórnia (EUA), está acesa. Registrada no livro dos recordes, esta lâmpada centenária tem 4 watts de potência e calcula-se que esteja funcionando por mais de 800 mil horas. Sendo que a vida média de uma lâmpada incandescente é de 750 a 2 mil horas, no melhor dos casos. Para se ter uma ideia, as lâmpadas fluorescentes, consideradas "de longa duração", conseguem chegar a umas 10 mil horas de vida. E as novíssimas lâmpadas LED a 50 mil horas.

Pena que as lâmpadas incandescentes que compramos no mercado não tenham as mesmas características que esta lâmpada centenária. Se assim fosse, não teria sido necessária a grande mudança do mercado de lâmpadas, que hoje nos faz escolher entre modelos incandescente, dicróicas, fluorescentes compactas eletrônicas e agora as LED.

As lâmpadas incandescentes já têm data de saída do mercado, apesar de serem as mais comuns, tradicionais e baratas. Em casa podemos substituí-las pelas fluorescentes compactas eletrônicas, tecnologia que consome menos energia, tem maior durabilidade e não eleva tanto a temperatura do ambiente. Por outro lado, contêm em seu interior gás mercúrio – como as lâmpadas tubo fluorescentes –, e são mais difíceis de reciclar.

Se comparamos as lâmpadas incandescentes, que têm menos de 10 componentes, com as fluorescentes compactas eletrônicas, que têm mais de 100 componentes, é fácil entender essa dificuldade.

Descarte

A União Europeia já iniciou a retirada das lâmpadas incandescentes do mercado, sendo que a retirada total está prevista para 2012. No Brasil, o foco ainda são as fluorescentes, cuja coleta, descontaminação e reciclagem passarão a ser obrigatórios a partir do segundo semestre de 2012. É o que dita a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), recentemente aprovada pelo Congresso Nacional.


Conheça também a lei que determina o fim da produção de lâmpadas incandescentes no Brasil.
 

Segundo a lei, os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e cidadãos terão responsabilidade compartilhada na correta destinação dos produtos adquiridos, o que ainda depende da definição de um modelo de logística reversa para este fim. Hoje, já existem empresas que realizam as reciclagens química e eletrônica das lâmpadas, enquanto outras começa a se mobilizar para organizar a coleta.
 

Sobre o articulista

Christian Ullmann - jbianchi@ig.com - Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

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