Modalidade ganha cada vez mais adeptos é tema da semana de As Flávias em uma parceria com a bailarina adulta Thiana Calmon

Thiana Calmon fala sobre balé adulto na coluna dessa semana no Delas
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Thiana Calmon fala sobre balé adulto na coluna dessa semana no Delas

A coluna de hoje não é para causar desânimo e, sim, incentivo para todas que gostariam de começar a praticar balé clássico independentemente da idade ou se já fazem. “O fato de você ter um progresso lento não faz de você uma “anormal”, explica Thiana Calmon, diretora do Blog especializado em balé adulto "Eu Bailarina", que começou a dançar aos 28 anos e mora no Rio de Janeiro. “Alguém precisa fazer o 'papel chato' e falar algumas verdades, e hoje estou aqui para compartilhar de uma pequena listinha”, diz Thiana que todo mês trará novidades desse universo para As Flavias.

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Confira algumas dicas delas sobre balé adulto

1. Alongamento não é sinal de bom bailarino

Isso mesmo! Aquela foto linda que você viu no instagram de uma pessoa super alongada não quer dizer nada. Flexibilidade também é questão de genética, você nasce assim ou trabalha muito duro para conquistar.

Geralmente que tem muito alongamento tem menos força, então não inveje tanto quem nasceu com uma super flexibilidade. Todo mundo tem seus pontos fracos. Começar o balé apenas com a meta de conquistar um grand ecart (abertura de pernas no chão) não vai te fazer uma bailarina ou bailarino melhor, busque aperfeiçoar sua técnica, preste atenção nos exercícios mais básicos. O alongamento é importante, sim, e virá com o trabalho certo, mas não pode ser a sua única prioridade.

2. Comecei a fazer balé, mas não consigo fazer nada!

É normal! Uma criança antes de aprender a andar ela começa a engatinhar, depois fica em pé sozinha, depois anda com auxílio, quando finalmente ela começa a andar sozinha e depois começa a correr, andar de bicicleta, patins, etc....

Paciência e persistência são as palavras chaves do balé adulto iniciante.

 3. Comecei o balé há seis meses, posso usar sapatilha de ponta?

Se você fez balé durante anos e está voltando, talvez sim. Se você nunca fez balé na vida, das duas uma: ou você é um talento extraordinário ou tem algo errado aí. Ninguém conquista a técnica necessária em menos de um ano para subir nas pontas.

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4. Comecei a fazer aulas de ponta, vou dançar na ponta?

Existe um abismo entre fazer aulas de ponta e dançar nas pontas. Tudo depende da quantidade de aulas específicas para pontas que você faz e da técnica já adquirida na meia ponta. Subir na ponta não é dançar na ponta. O que você está disposta a sacrificar pelo sonho de se apresentar na ponta? Vestir um figurino bonito, caro, e tirar fotos lindas vai te fazer feliz? Se for então se joga, o importante é estarmos conscientes das nossas escolhas. Às vezes é melhor uma coreografia elaborada e bem feita na meia ponta do que uma coreografia limitada e com bailarinas inseguras no palco. Pense nisso.

5. Você não é tão boa quanto pensa nem tão ruim como imagina

Quem nunca teve um dia que estava com a auto estima lá em cima se sentindo a Svetlana Zakharova da turma só porque acertou uma sequência complicada? E quem nunca teve um dia que fez uma aula tão ruim que pensou em desistir?

Todo mundo tem seus altos e baixos, manter o equilíbrio é difícil. Mas tenha em mente que por melhor que você seja sempre pode melhorar e por pior que tenha sido sua aula, todo mundo passa por esses momentos, a próxima aula será melhor!

6. A roupa de aula não te faz bailarino, mas ajuda

Pode parecer besteira, mas se vestir adequadamente para a aula de balé assim como fazer um coque ajuda muito. Ajuda a melhorar sua confiança e para que você se sinta parte desse universo. Não hesite em se arrumar para a aula, faça o coque bem feito, não se envergonhe de usar collant, meia, saia... se sinta uma bailarina!

7. Ballet fitness (e variações) não é balé

Estamos falando de balé clássico, o ballet fitness e suas modalidades semelhantes podem ser grandes aliados no preparo físico, mas não são balé clássico. Você não vai aprender a dançar nesse tipo de aula. O clássico é muito mais que exercício físico, é arte! Essa é a grande diferença entre as modalidades. Se o seu objetivo é apenas físico, as aulas com pegada fitness podem corresponder ao seu objetivo, mas se você quer cuidar além do corpo, da alma, alimentar sua mente, então seu lugar é no clássico.

8. Não existe milagres

Existe trabalho, existe fazer aula! Você quer desenvolver rápido? Então faça o máximo de aulas de balé adulto que puder. Não está feliz? Procure outra escola, outra turma, vá atrás do seu sonho. Com muita paciência e persistência você consegue. Para saber mais sobre dança, acompanhe a coluna As Flávias no Delas

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