Autora da coluna As Flavias, no iG Delas, dá dicas sobre flexibilidade; confira

A técnica e o ensino da dança estão em constante evolução e, com isso, nós bailarinos devemos estar atentos aos novos caminhos para usar o corpo no limite do que é saudável sem prejudicar nossa “vida útil”. É normal que aqueles que sempre atuaram com mestres mais tradicionais sejam mais resistentes ao uso de acessórios . Pensando nisso, Milena Pontes, bailarina e diretora do “Tutu4Love”, blog parceiro da coluna, resolveu testar um produto que tem como finalidade ajudar bailarinos a melhorar a flexibilidade, o Flexistretcher.

Leia também: Tudo o que quem pratica dança precisa saber para se manter hidratado

O Flexistretcher é um acessório aliado de quem pratica a dança
Divulgação
O Flexistretcher é um acessório aliado de quem pratica a dança

Após inclui-lo durante algum tempo em sua rotina de alongamentos antes de praticar a dança , Milena trouxe para nós alguns resultados interessantes e veio contar a sua experiência e observações sobre ele. O flexistretcher foi projetado por uma bailarina chamada Rachel Hamrick, que após encerrar sua carreira devido a uma lesão se certificou em ioga, pilates e eventualmente começou a dar aulas para diversas idades e níveis. Sua vasta experiência com o ballet, a levou a adaptar e criar programas de formação focados em melhorar a flexibilidade de seus alunos.

Flexistretcher
Divulgação
Flexistretcher

O trabalho com o flexistretcher permite simular movimentos padrões da dança ou do esporte concentrando-se  na melhoria da execução e mobilidade. Tendo um elástico de resistência entre duas faixas de apoio, o flexistretcher aumenta a força muscular de maneira segura e produtiva. Uma das primeiras coisas que Milena pensou foi qual seria a diferença dele para a faixa elástica que já usada pelos bailarinos a bastante tempo. “Um não substitui o outro, na verdade eles se complementam”, explica ela.

Durabilidade : os materiais utilizados na fabricação fazem do flexistretcher mais resistente ou uso e ao tempo.

Ajuste : o tamanho e a forma permitem que ele possa ser usado em todo o corpo e em mais de uma parte dando sustentação e maior segurança. No arabesque, por exemplo, ele ajuda muito na sustentação das costas enquanto trabalha a elevação da perna, tornando mais fácil a manutenção da postura correta.

Para Milena, o ponto alto são os encaixes para pés ou mãos de acordo com o exercício. Ele é adaptável a qualquer nível de flexibilidade, sendo assim confortável na medida certa. Já aconteceu com ela algumas vezes do nó da faixa elástica se soltar e além do tranco no meio do movimento ainda tem a dor dela bater no rosto ou em qualquer outra parte do seu corpo.

Dicas para trabalhar com o flexistretcher

Ajuste corretamente e igualmente as cintas deslizando as faixas para cima ou para baixo através da fivela de metal é fácil encontrar o ajuste adequado para você. É importante observar se o tamanho das faixas está igual, para que não sinta desconforto quanto ao apoio central, e não tenha problemas de alinhamento durante os exercícios.

Flexistretcher
Divulgação
Flexistretcher

Resultados : O flexistretcher não é uma varinha mágica e muito menos recomendado para bailarinos inexperientes. A opinião e supervisão do seu professor é muito importante sempre.

Para alcançar bons resultados a frequência recomendada é de ao menos 3 vezes por semana. “É o que eu tenho feito além das minhas aulas regulares, e já sinto melhoras, com o flexistretcher percebi que certas posições  que eu não conseguia realizar sozinha por falta de encaixe, equilíbrio ou força, ele facilita, ou seja, melhorou a até a minha autoestima em me ver vencendo alguns desafios”, expõem Milena.

Leia também: Coluna recebe homenagem na Câmara Municipal de São Paulo

Dicas de alongamento sem acessórios

- Antes de qualquer coisa; é importante diferenciar alongamento de flexibilidade. Flexibilidade é uma capacidade física que representa a amplitude de movimento alcançada em uma articulação, enquanto alongamento são exercícios que fazemos para melhorar a flexibilidade.

- O treinamento da flexibilidade é uma tarefa que leva em consideração (pelo menos deveria) muitos outros fatores além a amplitude de movimento que você alcança (em outras palavras: o quanto você abre a perna). Em um estudo completo sobre flexibilidade devemos levar em consideração o que acontece no músculo e no tendão e também o nível de tolerância a dor de cada um.

- Dependendo de como você treina sua flexibilidade antes ou depois da sua aula ou ensaio, você pode melhorar a sua flexibilidade mas diminuir a sua capacidade de saltar e de ficar em equilíbrio, por exemplo. 

Ficar mais que 30 segundos mantendo a mesma posição não adianta. Ficar menos que 30 segundos funciona, mas o tempo ideal são 30 segundos.

Repetições :

Fazer o mesmo alongamento apenas 1 vez vai melhorar sua flexibilidade, mas:

2 vezes é melhor que 1 vez.

3 vezes é melhor do que 2 vezes.

4 vezes é um pouco melhor do que 3 vezes.  Porém, 5 vezes não é melhor do que 4!

Alongar-se 10 minutos todos os dias dá mais resultados que aquele aulão onde você passa duas horas “treinando” a flexibilidade e depois não consegue andar. Melhorar a flexibilidade é o desejo de dez entre dez bailarinos, principalmente de muitos adultos que ainda não compreendem que por mais que você faça aulas a evolução no ballet é lenta. Por isso, falamos tanto em paciência e disciplina. Quer saber mais sobre dança? Acompanhe a coluna As Flavias  no iG Delas!

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.