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O designer e consultor Graham Hill mora em um apartamento de 39 m², em Nova York, e conta como conseguir amplitude para viver em metragens reduzidas

Morar em espaços reduzidos é uma prática diária de desapego. Não é possível acumular nada e tudo deve ser muito bem planejado. O designer canadense Graham Hill sabe bem disso. Ele mora em um apartamento de 39 m², em Nova York, onde guarda tudo o que precisa, hospeda amigos e ainda faz recepções para até dez pessoas. Como? Investindo em praticidade e desapego. “As pessoas olham meu armário e ficam espantadas porque tenho apenas seis camisas. Elas sempre querem espaço para livros e sapatos”, afirma. "Todos nós podemos viver em imóveis pequenos. Adoro ter menos coisas para manter, pagar e limpar. Muita gente acredita que mais é melhor e, por isso, morar em metragens reduzidas se torna tão difícil.”

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O imóvel do designer conta com diversas adaptações que garantem o conforto. Armários embutidos, cama e beliches retráteis, móveis multiuso e eletroportáteis são algumas das soluções usadas por Hill. Mas o destaque é o “armário-parede” que otimiza espaço e permite, quando necessário, criar locais individualizados. “Tudo deve ter um propósito. Não podemos usar mesas enormes em ambientes diminutos e esperar que funcione”, afirma. Tal percepção impulsionou-o a fundar, em 2009, a consultora “ Life Edited ” (Vida Editada, em português) – com o objetivo de atender empresas do segmento imobiliário.

Graham Hill se prepara agora para finalizar a consultoria do empreendimento VN Quatá, da Vitacon, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo. O prédio conta com 53 apartamentos – de áreas entre 19 m² e 25 m² –- e tem como público-alvo estudantes e jovens executivos. “Imóveis desta metragem estão em alta e vêm sendo muito procurados por solteiros, jovens e até casais sem filhos. Nossa proposta é oferecer estúdios práticos, compactos e muito versáteis. O investimento deve variar entre R$ 250 mil e R$ 350 mil”, afirma Alexandre Lafer Frankel, dono da incorporadora e construtora.

Quer saber mais truques do designer canadense e caprichar na montagem do seu imóvel? Confira abaixo.

1 - Deixe visível apenas o que estiver em uso

Ambientes de metragens reduzidas parecerão maiores quanto menos visualmente poluídos estiverem. Assim, a alternativa indicada pelo designer é esconder peças em desuso. A cama é um dos elementos que pode sumir durante o dia. Para escondê-la e liberar mais espaço, o ideal é apostar em modelos de parede ou até um sofá-cama. “O principal erro ao organizar um imóvel pequeno é tentar viver como se ele fosse grande. Não é adequado ter a mesma quantidade de móveis e equipamentos”, diz Hill.

Assista ao vídeo e entenda como o designer canadense organiza o apartamento em NY:


2 - Aposte em móveis multiuso

Nada melhor do que abusar de peças versáteis e resolver os problemas de amplitude. O designer canadense investe nesse tipo de mobiliário em seu próprio apartamento –- e garante ser a melhor alternativa em locais reduzidos. “Uma prateleira bem adaptada consegue, por exemplo, ser usada como mesa, balcão de café ou ainda em local para o jantar. Dessa maneira, é possível conseguir três peças em uma”, afirma.

3 - Aproveite todos os espaços

Outra saída para ganhar amplitude é trabalhar com 100% de aproveitamento. O que significa usar até mesmo os espaços verticais do ambiente. Hill apostou nesta ideia e incluiu armários embutidos até o teto no apartamento nova-iorquino. “Procuro manter o centro do flat livre de peças decorativas, o que aumenta a sensação de amplitude”, diz. “O forro dos imóveis também pode ser aproveitado e isso permite guardar o dobro de elementos.”

4 - Abuse do mobiliário embutido

Segundo Graham Hill, as peças de imóveis pequenos devem se encaixar para nenhum ambiente perder espaço. A saída mais recomendada, na maioria dos casos, é apostar nos embutidos . “O melhor ainda é combinar estes modelos com peças de tamanho reduzido”, afirma.

5 - Tenha somente o necessário

Nada de acúmulo, afinal não há possibilidade. Elementos com pouco uso – eletrônicos e utensílios de cozinha, por exemplo – podem atrapalhar a circulação e devem ser substituídos ou descartados. “Viver em espaços pequenos ajuda a descobrir o que realmente importa em nossas vidas. Após a arrumação, todo o restante será de extrema utilidade e terá muito significado”, diz.

6 - Valorize os ambientes importantes

Até mesmo um pequeno home office conseguiu lugar no apartamento de 39 m³ de Hill
Divulgação
Até mesmo um pequeno home office conseguiu lugar no apartamento de 39 m³ de Hill

O designer canadense ressalta a importância de adequar a arrumação ao estilo de vida do morador. Pessoas solteiras, na maioria das vezes, não recebem mais do que dez convidados nas refeições. E, segundo ele, isso permite dispensar a sala de jantar. “Muitas famílias também fogem deste perfil e comem no sofá ou na mesa da cozinha. Logo, não há motivo para haver uma sala de jantar”, afirma Hill.

7 - Atenção ao tamanho do mobiliário

Usar o recurso dos móveis sob medida é mais um trunfo para ganhar espaço . Graham Hill conta que nem sempre as peças de apartamentos grandes são adequadas a metragens reduzidas. A adaptação, no entanto, apresenta custos elevados. “As pessoas devem entender que todos os elementos são importantes ao decorar um imóvel pequeno. É melhor não ter um móvel do que investir em uma escolha errada”, diz.

8 - Use equipamentos práticos na cozinha

Refeições deliciosas podem surgir de cozinhas pequenas. O importante é haver praticidade. Uma saída interessante é abusar de aparelhos portáteis e de tamanhos diminutos. Fogões podem ser substituídos, por exemplo, por cooktops e fornos elétricos. “Quem cozinha pouco em casa não precisa de uma cozinha repleta de equipamentos convencionais. Gosto de usar elementos que sejam guardados em gavetas quando desligados”, afirma Hill.

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