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Para chegar aos seus atuais 61 kg, Fabiana Paulin Ribeiro aprendeu a comer certo. A professora de 29 anos, que mora em São Paulo, chegou aos 97 kg quando resolveu dar um basta em sua situação

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E não precisou de muito tempo: foram 11 meses para detonar tudo o que lhe sobrava.Minha tática foi fazer reeducação alimentar, com a dieta dos pontos e, depois que já estava bem mais magra, comecei com a atividade física, revela.

Passei a minha vida inteira sofrendo com a obesidade. Mas, um momento específico me fez acordar: um dia, assistindo um programa de humor na TV, apareceu uma atriz bem gorda. Imediatamente, meu irmão me comparou a ela e eu fiquei muito chateada. Fui chorar escondida, mas, foi o chacoalhão que eu precisava, conta.

Receita do sucesso
Ela estava ciente de que começava ali uma luta difícil. Uma amiga comentou sobre essa dieta dos pontos, do endocrinologista Alfredo Halpern. Pesquisei tudo sobre a tal dieta, imprimi a tabela e encomendei o livro através da Internet. E comecei imediatamente, lembra. No inicio, optava por besteiras, mas, com isso, passava fome, pois esses alimentos somavam muitos pontos. Foi assim por uns 15 dias. Daí comecei a me familiarizar e aprender a optar por alimentos mais saudáveis e que possuíam menos pontos.

Um mês depois do início da dieta, 7 kg foram para o espaço, resultado que deixou a moça empolgada a continuar. No começo, aboli muitas coisas. Mas, hoje, já aumentei a minha pontuação e me permito algumas extravagâncias.  Mas ela conhece os limites. Quando sei que tenho a uma festa, por exemplo, economizo durante o dia, para poder comer um pouquinho mais à noite. E esse truque lhe rendeu ficar 36 kg mais leve e não voltar a engordar.

Para Fabiana, o segredo do seu sucesso foi não seguir um cardápio, pois nada era proibido. Já tinha tentado todas as dietas da moda. Até emagrecia, mas, quando voltava aos meus hábitos alimentares normais (ou seja, comendo as minhas besteiras), engordava de novo, pois comia o dobro. Fazia isso porque havia passado dias sem comer o que eu gostava. E aí punha tudo perder.

Fases difíceis
Na infância, foram os apelidos maldosos. Na adolescência, eles acabaram, mas veio um problema ainda maior: comprar roupas. Nessa fase, começam as paqueras. E a gente se preocupa mais com a vaidade, mas, nada que eu vestia ficava bom. Era terrível, relembra ela que conta um episódio marcante. Uma vez, entrei em uma loja de calças jeans e pedi um modelo. Fui provar. Quando coloquei, não consegui fechar, mas, mesmo assim, insisti, até que zíper estourou. Tive que levar a roupa com o zíper arrebentado e engolir todo aquele constrangimento. Não gosto nem de lembrar.

Fabiana namora há bastante tempo. E seu namorado, no início, não gostou muito da idéia. Ele me criticou muito. Dizia que nunca havia reclamado do meu peso, mas, eu estava emagrecendo para mim, não para os outros. E ele batia o pé: Todo mundo que me elogiava, ele dizia: prefiro ela gordinha. Mas, hoje, ele diz ter acostumado comigo assim, conta ela, achando graça. O ciúme que ele não tinha antes, agora, tem até demais, brinca.

As coisas, hoje, são muito diferentes: Estou satisfeita comigo mesma. A sensação ao me olhar no espelho e ver que consegui atingir o meu objetivo não tem preço. É, simplesmente, maravilhoso. Tanto que não consigo nem explicar, diz Fabiana que até hoje controla bem sua alimentação. Agora, sim, posso dizer que sou uma mulher feliz.

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