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Dar ou não gorjeta? Pode levar criança? E falar ao celular? Confira aqui um miniguia para evitar gafes no salão de beleza

Salão de beleza: discrição, pontualidade e cortesia evitam saias-justas
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Salão de beleza: discrição, pontualidade e cortesia evitam saias-justas

Cuidar da beleza em um ambiente projetado unicamente para esse fim é tudo de bom, não é mesmo? Mas em um ambiente com tantas pessoas diferentes, tantos serviços disponíveis e que cuida da imagem, tropeçar na etiqueta pode ser algo fácil.

Para evitar qualquer saia justa e transformar você na cliente dos sonhos de qualquer salão, conversamos com profissionais de beleza e elaboramos um pequeno guia de boas maneiras nesse ambiente onde a vaidade é um pecado permitido e até incentivado. Veja a seguir:

Controle o celular

Esta dica vale para tudo na vida, não só para o salão. Os dispositivos eletrônicos são parte da rotina, mas o bom senso é essencial. Nada de ficar falando alto no celular ou ouvindo música.

“Já tive clientes que ficaram jogando no tablet, com o som alto e outras clientes se incomodaram. Além de tudo, isso tira a concentração do profissional”, diz Roger Ajouri, proprietário da unidade Jacques Janine Saad. Se precisar atender ao telefone, seja breve e fale baixo. Evite ficar teclando ou checando as redes sociais o tempo todo. Você pode fazer isso em um intervalo, quando, por exemplo, está esperando o profissional secar seu cabelo.

Selfie com o profissional

Não há nada de errado em querer tirar uma foto com o responsável por te deixar bonita na foto. Aliás, isso é um sinal de que você aprova o serviço. No entanto, é de bom tom perguntar se a pessoa não se importa em ter a imagem postada nas redes sociais e, principalmente, ser marcada na foto.

Café: cortesia ou pago? Perguntar não ofende
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Café: cortesia ou pago? Perguntar não ofende

Crianças

Em geral, os pequenos não acham o salão de beleza um dos programas mais divertidos. Sem contar que o local oferece alguns riscos para crianças como chapinha, babyliss e secador. Mesmo que o salão tenha uma área para os pequenos, eles costumam ficar inquietos após os primeiros 40 minutos. Então, seja breve. Opte por escova e manicure, por exemplo, que são serviços mais rápidos. Se for fazer tintura ou corte, melhor deixar as crianças em casa.

Comida e bebida

Ninguém é de ferro e fome não tem hora. Inclusive, muitos salões oferecem opções de bebidas e lanches para os clientes. Mas fique atenta pois, o que pode parecer gentileza, pode ser cobrado como extra no final. Em geral, os salões mais bacanas oferecem café e água como cortesia. Se tiver dúvidas, peça o cardápio para a atendente. Caso ela esteja sem preço, pergunte se o agrado será cobrado.

Fale e pergunte sem medo

Para o hairstylist Pietro Trindade, do Red Team, a pior gafe que um profissional pode cometer é não escutar atentamente o que a cliente deseja, e impor algo que ela não vai usar. Por isso, converse abertamente sobre suas expectativas, seus hábitos, dúvidas e rotinas. Quanto mais clara você for sobre aquilo que deseja, maiores as chances de acertar no resultado final. E não tenha medo de perguntar. Se não quer ter cabelo curto ou não se sente pronta para isso, deixe claro que prefere uma opção mais longa e que não abre mão disso.

De olho no relógio

Claro que a vida é cheia de imprevistos, mas cuidado com os atrasos. A primeira coisa é ligar no salão é avisar que está atrasada. Dê uma expectativa real de quanto tempo vai demorar. Até 15 minutos, é perfeitamente aceitável para a maioria dos locais. Se for demorar mais que isso, avise o profissional. Se for o caso, ele pode passar outra cliente na sua frente, adiantando o serviço para quando você chegar.

“Atrasos atrapalham muito nossa agenda. No entanto, da mesma forma que a cliente deve evitar os atrasos, o profissional também deve respeitar os horários marcados”, afirma Roger.

Deu errado, e agora?

Mesmo fazendo tudo direitinho o resultado não agradou. Ou passados alguns dias você não acostumou com o corte ou a cor. Sem problemas. Converse com o profissional e explique que está insatisfeita. A conduta, neste caso é que você retorne outro dia para “ajeitar” o cabelo. Sem custo.

Deu errado? Converse e evite discussões
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Deu errado? Converse e evite discussões

“Há profissionais que cobram, mas se a condução partiu do cabeleireiro, o correto é não cobrar. Assim, o salão ganha pontos e deixa a cliente satisfeita”, acrescenta Roger.

Só não vale fazer isso no caso de insistir em uma ideia sua. Se você quis ficar loira mesmo após o aconselhamento do profissional de que a cor não era indicada para você, assuma os riscos. Neste caso, sugira pagar por, pelo menos, 50% do procedimento para arrumar o que não ficou do seu agrado.

Onde há fumaça...

Se você é do time que não vive sem um cigarrinho, deixe para fumar antes e depois do procedimento. A pausa para um cigarro durante o tratamento não é bem vista. Além disso, o cheiro forte não é nada agradável e pode grudar nos cabelos. Ah, e o mesmo vale para profissionais. Atender uma cliente cheirando a cigarro é o fim.

O produto certo

Sabe aquele produto que deixa seu cabelo lindo e com cheiro maravilhoso, que só no salão tem? Pois é, muitas clientes adoram mexer nos produtos e querem saber tudo sobre cada componente, marca e até o preço do que o profissional aplica. Segundo Heberton Costa, do B! Studio, toda cliente tem o direito de saber quais produtos estão sendo usados e o cabeleireiro tem o dever de tirar todas as dúvidas e indicar os melhores para a cliente. Mas tudo tem limite, acrescenta Pietro.

“A escolha do que usar deve ser do especialista e não da cliente. Fazendo uma comparação, você pode escolher o tamanho de uma prótese de silicone e vai discutir a melhor maneira de realizar a cirurgia com o médico, mas não decide a marca da prótese”.

Fidelidade

Se você costuma ir a um salão há algum tempo e passar sempre com o mesmo profissional, é de praxe que continue sendo cliente dele. Sendo assim, se passar pelo salão sem avisar e a sua manicure não estiver lá, provavelmente pedirão para você voltar outra hora. Agora, caso esteja querendo trocar a pessoa, pois não está mais se sentindo segura ou satisfeita com o trabalho dela, explique isso delicadamente na recepção e peça para passar com outra. Em geral os profissionais ganham por atendimentos feitos e um não costuma pegar cliente da outro, para evitar atritos. Se a escolha for pelo novo, nada de falar mal do antigo, ok?

Produtos: cliente opina, mas quem decide é o profissional
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Produtos: cliente opina, mas quem decide é o profissional

Intimidade na medida

É quase natural usar a cadeira do salão como divã. Afinal, com o tempo, o profissional acaba desenvolvendo uma ligação mais íntima com a cliente. No entanto, cuidado com os assuntos abordados. Muitos profissionais podem se constranger com assuntos mais íntimos ou picantes. O mesmo vale para conversas muito particulares ao telefone. E cuidado com as brincadeiras! Saiba dosar o quanto você pode ser espontânea. Se não estiver a fim de papo, basta responder as questões de maneira direta, sem prolongar o assunto.

“Se a cliente abaixa a cabeça e fica olhando o celular e dando respostas curtas, como sim e não, já sei que ela não quer muito papo. E respeito isso”, conclui Heberton.

Gorjeta

Ela não é uma prática comum nos salões brasileiros. No entanto, pode ser usada para demonstrar que você gostou do atendimento e ficou satisfeita com o resultado. Segundo os profissionais entrevistados ela pode ser deixada no balcão ou dada direto para o profissional. Nao há um valor mínimo.

“Vai do desejo de cada um, nunca deve ser uma imposição do espaço. Se for o caso, pergunte ao profissional se deve pagar direto para ele”, orienta Herbert.

Pecados capitais

O número 1: nunca diga ao profissional que acha o serviço dele caro demais.

“É deselegante. Se estiver em dúvida sobre valores, ligue antes e confirme ao agendar seu horário os valores cobrados”, completa Pietro.

Cliente que fala mal de outros profissionais ou que reclama de outras clientes também perde muitos pontos. Outra atitude que desagrada é pedir a opinião do profissional e ficar brava ou chateada quando escuta algo contrário ao que deseja.

“Isso é chato, pois ela está pedindo a opinião de um profissional. Se ele diz que não vai ficar legal é preciso aceitar a opinião. Senão, é sinal que a cliente não confia no profissional”, declara Roger. No final, a dica de ouro é: na dúvida, pergunte.

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