Quais as 9 cirurgias plásticas mais feitas no Brasil e seus riscos e indicações

Lista vai de cirurgia para modificar o nariz a procedimento para melhorar enxaqueca. Veja como funciona cada uma delas

Segundo estudo publicado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS), o número de cirurgias plásticas realizadas no Brasil cresce cada vez mais. Houve um aumento de 5% no total de procedimentos cirúrgicos nos últimos dois anos. Com estes números, o Brasil figura no segundo lugar do ranking mundial de cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos.

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O cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, explicou quais são e como funcionam as cirurgias plásticas mais feitas pelos brasileiros. Confira:

Rinoplastia

Remodelar o nariz é o sonho de muita gente que procura por cirurgias plásticas no Brasil
Foto: shutterstock
Remodelar o nariz é o sonho de muita gente que procura por cirurgias plásticas no Brasil

É a cirurgia plástica que visa modificar a forma do nariz , sendo possível aumentá-lo, reduzi-lo ou alterar seu formato para deixá-lo mais harmônico com relação à face. “Neste procedimento, o médico remodela o nariz do paciente com instrumentos delicados, removendo ou acrescentando cartilagens ou tecidos para obter a aparência desejada”, explica o médico. A cirurgia também pode ser associada a procedimentos como a correção do desvio do septo para melhorar alterações funcionais e a respiração do paciente.

Mamoplastia

É qualquer cirurgia plástica que modifica o formato e aparência dos seios , seja para aumentá-los, diminui-los ou levantá-los. Sendo assim, os métodos utilizados durante a cirurgia variam dependendo do resultado final pretendido.

De acordo com o Dr. Paolo, a cirurgia de mamoplastia figura entre os procedimentos mais comuns no Brasil. É indicada tanto para pessoas que querem mamas mais proporcionais e harmônicas, quanto para aquelas que sofrem, por exemplo, com problemas na coluna causados pelo peso de seios desproporcionalmente grandes.

Lipoaspiração

Tem como intuito remover o excesso de tecido adiposo , ou seja, a gordura localizada , visando melhorar o contorno corporal. Pode ser realizado em diversas partes do corpo, sendo mais comum no abdômen, flancos, pernas e braços.

O procedimento é ideal para as pessoas que têm excesso de gordura localizada e pouca flacidez de pele em áreas específicas do corpo. Este procedimento é realizado através de um instrumento chamado de cânula, que é ligada a um aparelho de sucção para que ocorra a aspiração da gordura.

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Abdominoplastia

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Ter a barriga chapada também é desejo de muitas brasileiras, tanto que as cirurgias para o abdômen e para retirar gorduras localizadas aparecem na lista

Procedimento que objetiva a retirada do excesso de gordura e pele que fica localizada na região abaixo do umbigo. Sua realização geralmente é motivada por fatores como múltiplas gestações ou grande perda de peso.

“A cirurgia é feita a partir de um corte em forma de semicírculo logo acima dos pelos púbicos de tamanho suficiente para permitir a retirada da pele e gordura excedentes. Em seguida, é realizada a sutura da musculatura na linha central, e, por fim, a retirada de excessos dos tecidos”, destaca o especialista.

Ritidoplastia

Conhecida popularmente como lifting facial , é realizada para reverter o envelhecimento da face. Visa amenizar sinais da idade, como rugas, sulcos faciais e flacidez, o que confere um aspeto mais jovem e descansado ao rosto.

“Podendo englobar tanto o rosto inteiro quanto uma área especifica que gere maior desconforto para o paciente, a ritidoplastia é feita por meio de cortes que permitem que o profissional tracione a pele, remodelando e reposicionando os tecidos. A incisão pode ser feita em partes diversas do rosto como na orelha, no couro cabeludo, na região temporal ou abaixo do queixo”, completa o Dr. Paolo.

Otoplastia

É a cirurgia para correção da forma da orelha, sendo muito realizada com o objetivo de reverter as chamadas orelhas de abano. “De baixo risco, o procedimento é feito através de uma pequena incisão feita atrás da orelha a partir da qual o cirurgião plástico modela a cartilagem”, diz o cirurgião.

Pode ser realizada a partir dos sete anos de idade, quando a orelha já está completamente formada. É indicada para crianças que sofrem bullying ou outras formas de constrangimentos devido à aparência da orelha.

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Mentoplastia

É o procedimento realizado na região do queixo, visando corrigir insatisfações estéticas como proeminência, deficiência ou desproporção entre as partes. Sendo realizada de diferentes formas a depender do resultado final pretendido, a cirurgia confere um aspecto muito mais harmônico ao rosto. Afinal o queixo causa grande impacto na proporcionalidade da face, podendo até mesmo aumentar ou diminuir o tamanho percebido do nariz, por exemplo.

Blefaroplastia

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Muitos brasileiros buscam por cirurgias plásticas no rosto e uma delas é essa que corrige pálpebras caídas

Tem como objetivo a correção das pálpebras caídas, sendo muito realizada por mulheres e homens de idade avançada que apresentam flacidez e excesso de pele na região. Esta alteração pode provocar problemas como dificuldade de visão.

Segundo o médico, a cirurgia plástica pode ser feita para a correção das pálpebras superiores, onde o excesso de pele e a gordura são removidos e a incisão fica escondida numa prega natural. Ou também para as pálpebras inferiores, em que a incisão é realizada na base dos cílios e fica praticamente imperceptível.

Cirurgia de enxaqueca

Visa diminuir a dor de cabeça intensa sofrida por grande parte da população, sendo então um procedimento que vem crescendo cada vez mais no Brasil. “Podendo ser realizada para tratar enxaquecas de diversas causas, visto que existem sete tipos da cirurgia para atuar em diferentes áreas onde as dores da enxaqueca surgem, o procedimento tem como objetivo descomprimir e liberar os ramos dos nervos que, ao serem comprimidos por estruturas próximas, promovem as crises de enxaqueca”, finaliza o Dr. Paolo Rubez