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Vencedora do concurso A Mais Bela Gordinha do Rio de Janeiro fala sobre preconceito e autoestima a convite do Delas

Thais Oliveira
Arquivo pessoal
Thais Oliveira


Você ainda tem certeza que magreza define beleza?

Eu sempre ouvi que tinha que emagrecer desde nova por causa da minha saúde.

Sempre fui gordinha, sempre fui criticada, mas isso nunca me afetou. As pessoas me excluíam de trabalhos por causa disso, mas sempre fui muito comunicativa e isso me ajudou - e ajuda até hoje.

Preconceito

A mulher gorda sofre preconceito em todos os aspectos da vida: no trabalho, na vida amorosa, na escola e até na família. O que eu posso desejar é que elas busquem forças em si mesmas e não deem ouvidos ao que falam. Meus pais e minha irmã sempre acreditaram em mim e, ao meu ver, as mulheres mais bonitas do mundo estão na minha casa: minha mãe, Angélica, minha irmã, Bruna. Elas sempre foram meu padrão de beleza; e a Tess Holliday, minha inspiração. 


Gosto do meu corpo assim: é ele que me levanta todas as manhãs, são minhas pernas gordas que me levam aonde eu quero ir. Meu corpo é meu orgulho"

Orgulho

O padrão para mim é ser eu mesma, ser feliz. Continuo bem gordinha, sim, não porque sou relaxada. Gosto do meu corpo assim: é ele que me levanta todas as manhãs, são minhas pernas gordas que me levam aonde eu quero ir. Meu corpo é meu orgulho. Se um dia eu tiver que melhorar, assim farei, porém, não vai ser por uma obrigação e, sim, porque eu quis!

Thais Oliveira
Arquivo pessoal
Thais Oliveira


Conquista

Hoje, sou a mais bela gordinha do Rio de Janeiro e, no dia 20 de maio, vou concorrer ao título de mais bela gordinha do Brasil, um concurso que tem como objetivo mostrar a beleza da mulher plus size. Aliás, consegui me encontrar nos concursos de beleza e estou concorrendo ao meu nono título desde que comecei, há menos de 1 ano.

Comece uma revolução: pare de odiar seu corpo
Reprodução/Facebook
Comece uma revolução: pare de odiar seu corpo

Os concursos são como uma resposta minha às pessoas preconceituosas porque mostro que, apesar do meu manequim, consigo ser eu mesma e vencer na vida como sou. E acho isso uma forma de representar as mulheres gordas.

Pretendo ampliar esse movimento, seguir na busca incansável pela autoestima da mulher e atuar como modelo em marcas famosas, talvez, representando os manequins maiores, por que não?



Nós, mulheres, precisamos de força e atitude.

Mulher poderosa

Estou solteira, mas nunca tive dificuldades para arrumar namorado. Acho até que era mais fácil antes da fama pois parece que os homens não gostam muito de mulher poderosa. É o que parece! E é como me sinto.

O que você é?

Antes de modelar, trabalhava como professora infatil e nunca passei por nenhum tipo de constrangimento com meus alunos. Aliás, ainda curso pedagogia. Crianças são bênçãos e não ligam se você é gorda ou magra. Elas gostam do que você é.

* Thais Oliveira tem 23 anos, é estudante de pedagogia e modelo plus size.


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