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A bichectomia, como é chamada a cirurgia estética, está virando febre entre as celebridades que desejam um rosto mais magro. Entenda como é feito e os riscos envolvidos no procedimento

As covinhas fofas da Jennifer Aniston também não são naturais
Divulgação
As covinhas fofas da Jennifer Aniston também não são naturais

Angelina Jolie e Renée Zellweger juram que não fizeram, mas as imagens mostram rostos bem diferentes. Será cirurgia plástica? Sim. E um procedimento estético que está ganhando adeptos fora do mundo do entretenimento, obcecado por beleza e eterna juventude: a bichectomia – uma cirurgia que reduz as bochechas, dando ao rosto uma aparência mais magra.

O nome estranho, explica o cirurgião plástico Vitorio Maddarena, de São Paulo, tem uma razão: a cirurgia se chama assim porque é uma redução ou retirada completa das chamadas bolas de Bichat, duas estruturas adiposas (de gordura) localizadas uma de cada lado do rosto, na região das bochechas. O médico esclarece que o procedimento, de finalidade puramente estética, não é o mesmo que uma lipoaspiração.

“A lipo é um processo no qual as cânulas sugam partículas de tecido adiposo. No caso da bichectomia, uma porção da bola de Bichat é retirada em bloco. O nome técnico que se dá para essa técnica é lipectomia, que significa cortar uma porção de gordura”, explica o especialista.

A maioria dos pacientes que buscam esse tipo de cirurgia é composta por mulheres insatisfeitas com o aspecto arredondado do rosto, mas o procedimento também é feito em homens.

“São pessoas que têm o rosto mais redondo e que, por mais que estejam magras, aparentam estar acima do peso por conta das bochechas proeminentes”, conta Maddarena.

Em geral, a bichectomia é feita com outras cirurgias estéticas da face, como o lifting. É um procedimento rápido – dura cerca de 30 minutos –, que pode ser feito com anestesia local. A cirurgia consiste em fazer dois cortes dentro da boca, um de cada lado, de 1 a 2 cm cada, por onde é retirada parte ou toda a bola de Bichet.  A recuperação também é rápida, de sete a 15 dias, e já nos dias seguintes não há mais a aparência de alguém que acabou de passar por uma plástica.

Mesmo sendo uma intervenção considerada simples, Maddarena ressalta que como qualquer cirurgia, também existem riscos na bichetomia. Um deles é o corte acidental de algumas estruturas anatômicas importantes da região, como a do ducto parotídeo, que transporta a saliva produzida pelas glândulas parótidas, vasos sanguíneos e nervos.

“Cortar uma dessas estruturas acidentalmente pode levar a sérias implicações, como hematomas, perda de movimentos, com consequente rosto torto e fístula salivar, ou seja, a saída de saliva por lugares errados”, alerta o cirurgião.

“A retirada completa das bolas de Bichat pode causar dificuldades de sucção, por exemplo, a pessoa fica com dificuldades para tomar líquidos em canudinhos ou mesmo chupar uma fruta, como uma laranja”, diz o especialista.

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