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Paula sugeriu para o marido, Klinger, que Angélica fosse morar com eles; caso deu o que falar entre os leitores do iG

Com gancho na exposição do relacionamento a três entre o funkeiro Merlô (Juliano Cazarré), Ninfa (Roberta Rodrigues) e Alisson (Letícia Lima), na novela "A Regra do Jogo", da TV Globo, conversamos com Klinger de Souza, que vive uma rotina semelhante na vida real.

Paula, Angélica e Klinger vivem um
Arquivo pessoal
Paula, Angélica e Klinger vivem um "trisal", que é um relacionamento a três

E as declarações do supervisor de operação de logística geraram muita repercussão nas redes sociais - e até na TV. O mato-grossense de 31 anos de idade, integrante do "trisal", no qual ele é heterossexual e tem um relacionamento com duas mulheres bissexuais, Paula e Angélica, foi procurado até por emissoras para dar entrevistas.

Ponto de vista dela

Em meio a tanto assédio, Klinger e suas mulheres chegaram a ser confrontados por internautas sobre seu posicionamento. Por isso, desta vez, Paula, a responsável pelo atual estilo de vida do trisal, resolveu se manifestar e explicar melhor essa experiência chamada de "poliamor" do ponto de vista feminino.

A ideia de colocar outra mulher dentro de casa foi minha. Me descobri bissexual e pedi uma terceira pessoa. Ele não me impôs nada. Se tem alguém aqui que é o pilar de tudo sou eu"

"Eu pedi outra"

"Muitos me procuraram para perguntar e li nos comentários pessoas dizendo que o Klinger é o pilar e me forçou a colocar uma terceira pessoa no nosso casamento. A ideia de colocar outra mulher dentro de casa foi minha. Me descobri bissexual e pedi uma terceira pessoa. Ele não me impôs nada. Se tem alguém aqui que é o pilar de tudo sou eu", comentou Paula, nessa segunda-feira (19).

Respeito

Para os três, a oportunidade de contar como vivem a vida foi positiva, mas também teve quem torcesse o nariz. "A gente gostou de compartilhar com vocês a nosssa forma de viver", pontua Angélica. "A nossa forma de viver é essa e gostaríamos que as pessoas tivessem mais respeito. Tem muito casal que é monogâmico e está muito feliz. Mas a nossa forma de ser feliz é a três, é o chamado poliamor. Esse preconceito quanto à relação das outras pessoas deveria acabar", conclui Klinger.

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Paula, Klinger e Angélica vivem um poliamor em Jundiaí
Arquivo pessoal
Paula, Klinger e Angélica vivem um poliamor em Jundiaí

O começo

"Na verdade foi a Paula que fez isso acontecer. Quando a gente tinha três meses de relacionamento, em uma conversa sobre cumplicidade, ela me disse sobre essa vontade que tinha de ficar com outras mulheres", disse Klinger. "Eu disse que ela poderia se descobrir, sem problemas. Se nossa vida sexual e afetiva não mudou em nada, não via problema algum em ela ter relações com mulheres para se descobrir", contou.

Trisal formado entre Angélica, Paula e Klinger
Arquivo pessoal
Trisal formado entre Angélica, Paula e Klinger

Sexo a três (ou a duas)

E na hora do sexo? Klinger disse que participa de 95% das relações sexuais do trisal e que nunca transa com apenas uma das suas companheiras, sempre com as duas ao mesmo tempo. "Nunca faço com uma só, por escolha minha", contou. E quando ele não está em casa, Paula e Angélica se relacionam entre si, sozinhas.

"Quando estou viajando a trabalho, aí elas namoram entre elas. Não vejo problema nenhum. Como elas são bissexuais, elas também se relacionam sem mim. Os três se ajudam na relação, então é fácil dar conta", disse Klinger.

Relação a três começou a pedido de Paula
Arquivo pessoal
Relação a três começou a pedido de Paula

O relacionamento ganhou até uma página no Facebook ( clique aqui e acesse ), onde eles procuram conversar com as pessoas, passar dicas de como resolvem os problemas dentro do trio e desmistificar um pouco esse mito de que o poliamor é uma coisa errada.

"A nossa exposição é para que as pessoas entendam que esse tipo de relação existe e para que diminua o preconceito que existe em torno disso. Queremos ajudar as pessoas que vivem assim, as que têm curiosidade de viver assim ou que procuram auxílio", finalizou Klinger.

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