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Pesquisas envolveram, de cada vez, cerca de 200 rapazes e moças heterossexuais

A cena não é rara: homens, reunidos num bar, comentam sua movimentada vida sexual. Já as mulheres preferem falar de poucos e longos namoros. Mas pesquisas da Universidade de Ohio, Estados Unidos, comprovaram que muitos dos rapazes podem ser ‘cordeiros’ em pele de ‘lobos’. E que várias das moças, ao contrário, são verdadeiras ‘lobas’ disfarçadas. Ou seja: eles aumentam o número real de parceiras de cama, e elas diminuem o de parceiros. 

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Homens dizem que tiveram mais parceiras, mulheres diminuem esse número, diz pesquisa
Reprodução/O Dia
Homens dizem que tiveram mais parceiras, mulheres diminuem esse número, diz pesquisa

“As pessoas se preocupam muito em corresponder aos estereótipos de típicos homens ou típicas mulheres”, afirma a autora dos estudos, feitos em 2003 e 2013, a psicóloga Terri Fisher. É a pressão de amigos, familiares e até de desconhecidos que causa o ‘fenômeno’.

“A sociedade critica tudo. Quanto mais homens a mulher tiver, mais o estigma de ‘galinha’. Se o homem é mais intelectualizado, não gosta de mulher”, corrobora o terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior. “Assim, é natural que o homem diga ser um ‘garanhão’, que demora bastante. E que a mulher diga que está satisfeita com o corpo, que atinge o orgasmo”, destaca.

A psicóloga Aline Gomes cita fatores históricos: “O sexo é uma forma primitiva de sobrevivência. O macho tem que parecer um bom reprodutor para atrair fêmeas”, lembra. Assim, gabar-se do número de experiências é uma maneira de conquistar  mais parceiras. Enquanto isso, as mulheres precisam chamar a atenção do companheiro ideal. “Para reproduzir, é preciso um parceiro contínuo. A mulher vai procurar aquele que se sobressai no meio dos outros”, analisa.

As pesquisas em Ohio envolveram, de cada vez, cerca de 200 rapazes e moças heterossexuais. Todos receberam um mesmo questionário. Um grupo, porém, foi informado de que os pesquisadores poderiam ver quem repondeu o quê. Outro grupo, que seus nomes não seriam revelados. E um terceiro acreditou que estava sendo analisado por um detector de mentiras (que, na verdade, não existia).

Entre as mulheres, as deste último grupo relataram um número maior de parceiros. As ‘anônimas’ declararam uma quantidade intermediária de namorados. Já as que estavam sendo ‘vigiadas’ por pesquisadores disseram ter menos experiências. Entre os homens, a quantidade não variou muito nos grupos, na pesquisa de 2003. Na de 2013, a quantidade de parceiras no grupo que achava estar sendo monitorado por detector foi menor.

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